Presidente do PT critica Israel por revidar com ‘brutalidade’ ataques terroristas do Hamas
Petista classificou a proporção da reação de Israel como “massacre com as dimensões de um genocídio”.
- Foto: Reprodução
A presidente nacional do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann, criticou o governo de Israel por revidar os recentes ataques terroristas do Hamas que o país tem sofrido. Em um pronunciamento realizado nesta terça-feira (10), Hoffmann afirmou que a intervenção militar israelense “anuncia-se como uma brutalidade ainda mais abrangente contra a população civil da Faixa de Gaza”.
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Em sua declaração, a parlamentar não mencionou o grupo Hamas, responsável pelos ataques, nem as vítimas israelenses. Ao invés disso, Hoffmann destacou a importância de se buscar uma solução pacífica para o conflito israelo-palestino, que envolve a “desocupação dos territórios palestinos”.
Hoffmann ressaltou que a intervenção militar, além de não resolver a questão, apenas irá agravar o ódio e a destruição na região.
“A resposta do governo de Israel aos ataques do último sábado anuncia-se como uma brutalidade ainda mais abrangente contra a população civil da Faixa de Gaza. Dois milhões de palestinos, confinados há mais de uma década em um verdadeiro campo de concentração, sem direitos e sem perspectivas, são tratados agora como sub-humanos, sem acesso à água, comida e energia. O que se anuncia, sob pretexto de retaliação militar e segurança do estado, é um massacre com as dimensões de um genocídio“, escreveu Gleisi no X.
“Repudiamos a violência e esta é a posição do PT, solidários com as vítimas de todas as partes desde a retomada do conflito armado. Por isso estimulamos o governo brasileiro a atuar com firmeza por um cessar-fogo imediato e pela construção da única saída de importação possível: o reconhecimento de dois Estados, Israel e Palestina, com pleno direito à soberania, ao desenvolvimento econômico e às tradições históricas de cada um. A intervenção militar anunciada pelo governo de extrema-direita de Netanyahu só vai resultar em mais ódio e destruição. É hora de todos no mundo, governos e sociedade civil, ajudarem a construir uma solução pacífica e rigorosa para essa região, o que necessariamente passa pela desocupação dos territórios palestinos”, completou.
Redação AM POST*
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