Privatização dos rios amazônicos volta à pauta da Aleam após visita de Lula a Manaus
Segundo a parlamentar, a medida representa um risco à soberania e à logística do Amazonas.
Notícias de Política – A discussão sobre a privatização dos rios da Amazônia retornou à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) nesta quarta-feira (10/09), provocando críticas de parlamentares contrários à medida. A deputada Débora Menezes (PL) manifestou forte reprovação ao decreto presidencial que inclui os principais rios da região no Programa Nacional de Desestatização.
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“Na semana passada, o presidente Lula assinou o decreto 12.600, que entrega as hidrovias do Rio Madeira, Rio Tocantins e Rio Tapajós à iniciativa privada. Cadê a preocupação com a Amazônia? O Rio Madeira é vital para nosso Estado, pois transporta insumos essenciais para o Polo Industrial de Manaus, alimentos e combustível. Estamos entregando nossos rios para empresas estrangeiras sem debate ambiental e sem garantir a proteção dos ribeirinhos”, afirmou Débora Menezes durante a sessão.
Segundo a parlamentar, a medida representa um risco à soberania e à logística do Amazonas, questionando a ausência de debates e mobilização de ambientalistas, artistas e organizações internacionais. “Se a intenção fosse melhorar a logística, por que não investir na BR-319, que há décadas permanece abandonada? Por que os rios não teriam o mesmo cuidado?”, questionou.
O decreto presidencial, publicado no final de agosto, abre caminho para leilões bilionários que permitirão à iniciativa privada operar esses corredores logísticos, impactando diretamente o escoamento de mercadorias e insumos essenciais para o Amazonas. O Rio Madeira, com 1.075 quilômetros de extensão entre Porto Velho (RO) e a foz no Amazonas, é o único canal que conecta o estado ao restante do país.
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