Professora Jacqueline denuncia violência política de gênero após ataque de vereadores aliados do prefeito de Manaus na CMM
Durante a sessão plenária a parlamentar se envolveu em um bate-boca com os vereadores Raulzinho e Fransuá ambos da base aliada do prefeito David Almeida.
Nesta terça-feira (27), a vereadora Professora Jacqueline, utilizou suas redes sociais para denunciar uma situação de violência política de gênero que teria sofrido por parte de colegas de bancada na Câmara Municipal de Manaus, a CMM. Durante a sessão plenária a parlamentar se envolveu em um bate-boca com os vereadores Raulzinho e Fransuá ambos da base aliada do prefeito David Almeida.
“Eu quero dizer, aqui, que eu não vou me calar, que eu estou aqui porque eu consegui esse espaço de poder pelo meu esforço próprio, e que a minha fala vai ser a fala da educação, a fala dos professores, que eu vou defender o Fundeb […]. Eu não vou aceitar que nenhum vereador venha me intimidar. Eu não nasci para ser intimidada por homem!”, expressou a parlamentar.
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As vereadoras Glória Carratte, Thaysa Lippy e Yomara Lins defenderam a colega de parlamento e se uniram a ela no enfrentamento de situações de violência e desrespeito. A postura de apoio demonstra a importância da sororidade no ambiente político e reforça a necessidade de combate ao machismo e às práticas discriminatórias.
Briga
Vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) apontaram nesta terça-feira (27) práticas suspeitas na utilização da estrutura da prefeitura e dos servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) para interferir nas eleições deste ano. Conforme denúncia, gestores de escolas que apoiam políticos contrários ao prefeito de Manaus David Almeida estariam sendo substituídos.
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Enquanto a parlamentar também relatava a denúncia, Raulzinho a acusava de usar estratégias semelhantes para angariar votos.
“Há gestores que não dão conta do recado às vezes, que não está dando certo por algum motivo e há substituição, é normal, agora 40, 50, 60, 80 é outra coisa. É um levante de diretor substituído”, disse a professora.
“Vereadora, vê a senhora na tribuna reclamando disso me deixa estarrecido. Eu mesmo como vereador fui vítima de vossa senhoria. Todas as escolas das comunidades do Mutirão e Novo Aleixo (Zona Norte), todas eram obrigadas a ajudar vossa excelência. Todas eram obrigadas a ajudar vossa excelência”, retrucou Raulzinho.
Os parlamentares da oposição pediram respeito à vereadora. Jaqueline sugeriu, então, encerrar a sessão. Ela alegou estar “se sentindo constrangida”. “Porque eu sou mulher, os homens vêm aqui me constranger”, disse.
“O senhor também está me intimidando? Por que o senhor que me intimidar? Não vou aceitar! Sente no seu lugar e me respeite!”, disse a parlamentar ao vereador Fransuá (PV), que se levantou para entrar no bate-boca.
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