Professora Jacqueline oficializa retorno à CMM e explica decisão de deixar vaga na Aleam
Vereadora afirma que optou por permanecer no Legislativo municipal por segurança política, destaca experiência como deputada estadual e defende maior participação feminina nos espaços de poder

FOTO: CMM
Resumo
Em seu primeiro pronunciamento após renunciar à vaga que ocupava temporariamente na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a vereadora Professora Jacqueline confirmou o retorno à Câmara Municipal de Manaus (CMM). A parlamentar afirmou que a decisão foi motivada pela estabilidade do mandato de vereadora, destacou a experiência adquirida no Parlamento estadual e reforçou pautas como a doação de sangue e a ampliação da presença feminina na política.
Notícias de Política – A vereadora Professora Jacqueline utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus, nesta segunda-feira (1º), para oficializar seu retorno ao Legislativo municipal após decidir permanecer no cargo de vereadora e abrir mão da vaga temporária que ocupava na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Em sua primeira manifestação após a decisão, a parlamentar agradeceu o acolhimento recebido nas duas Casas Legislativas e explicou os motivos que a levaram a permanecer na Câmara.
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Experiência na Aleam
Durante o discurso, Jacqueline afirmou que a passagem pela Assembleia Legislativa representou um importante momento de aprendizado em sua trajetória política. Ela destacou que foi a 22ª mulher a ocupar uma cadeira na Aleam e agradeceu aos deputados estaduais pela receptividade durante o período em que exerceu o mandato.
Segundo a vereadora, a experiência fortaleceu sua atuação parlamentar e contribuiu para ampliar sua visão sobre os desafios da política estadual.
“Foi uma experiência gratificante. Fui muito bem acolhida e tenho certeza de que cumpri meu papel com qualidade e eficiência”, afirmou.
Decisão priorizou estabilidade política
Ao justificar sua escolha, Professora Jacqueline explicou que o mandato na Assembleia teria duração limitada, enquanto na Câmara Municipal ainda possui mais de dois anos e meio de atuação garantida.
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A parlamentar destacou que a decisão foi tomada com responsabilidade e planejamento, avaliando os cenários futuros da vida política.
“Eu optei por ficar nesta Casa por uma questão de segurança. Aqui tenho um mandato conquistado pelo voto e que ainda tenho muito orgulho de exercer”, declarou.
Apesar da decisão, Jacqueline afirmou que não descarta disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2026.
Retorno marcado por agradecimentos
Ao longo da fala, a vereadora agradeceu aos colegas parlamentares da Câmara Municipal e afirmou ter recebido diversos pedidos para retornar ao Legislativo municipal.
Ela ressaltou a convivência construída ao longo dos quatro mandatos exercidos na Casa e afirmou que mantém relações de respeito mesmo diante das divergências políticas.
Segundo Jacqueline, a experiência acumulada desde sua chegada ao Legislativo municipal contribuiu para sua formação política e administrativa, além de fortalecer o diálogo com diferentes setores da sociedade.
Campanha reforça importância da doação de sangue
Além de comentar o retorno à Câmara, Jacqueline aproveitou a sessão para reforçar a campanha Junho Vermelho, dedicada à conscientização sobre a importância da doação de sangue.
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A vereadora destacou a necessidade de manter os estoques do Hemoam abastecidos e incentivou escolas, instituições e órgãos públicos a promoverem ações de mobilização para ampliar o número de doadores.
Ela relembrou ações realizadas durante sua atuação como gestora escolar, quando promoveu campanhas de coleta em parceria com o hemocentro do Amazonas.
Vereadora defende mais mulheres nos espaços de poder
Ao encerrar o pronunciamento, a parlamentar voltou a defender o fortalecimento da participação feminina na política e chamou atenção para a baixa representatividade das mulheres na Câmara Municipal de Manaus.
Atualmente, apenas três mulheres ocupam cadeiras entre os 41 vereadores da capital amazonense. Para Jacqueline, esse cenário evidencia a necessidade de ampliar a presença feminina nos espaços de decisão e formulação de políticas públicas.
“Precisamos acreditar que as mulheres podem estar nos espaços de decisão, fazendo leis e construindo políticas públicas que transformem vidas”, afirmou.
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