Promessa do governo Lula, PL dos motoristas de app completa 1 ano “estacionado”
A regulamentação do trabalho por aplicativo era uma promessa de campanha do petista e uma das principais apostas.
- Foto: reprodução
Notícias de Política – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou à Câmara dos Deputados, em março de 2024, o projeto de lei complementar (PLP) que visa regulamentar o trabalho dos motoristas por aplicativo. Porém, a proposta não chegou nem a ser votada no plenário da Casa Legislativa.
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O PLP 12/24 está parado na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), pronto para ser votado, mas não se sabe quando ou se a matéria será analisada pelos membros do colegiado.
A regulamentação do trabalho por aplicativo era uma promessa de campanha do petista e uma das principais apostas do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que não tem conseguido avançar com matérias de interesse da pasta junto ao Congresso Nacional.
A proposta
O PL dos Aplicativos, entregue pelo Ministério do Trabalho, foi construído a partir de um diálogo com representantes das empresas e dos motoristas. No entanto, recebeu diversas críticas dos trabalhadores, que se opuseram às mudanças. A matéria define a remuneração mínima para os motoristas de aplicativo de R$ 32,10 por hora.
O texto apresentado pelo governo Lula previa que os motoristas teriam uma remuneração mínima de R$ 32,10 por hora trabalhada. A proposta ainda estabelece o limite de conexão junto à plataforma de 12 horas por dia.
Relatada pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), o PL indica que o motorista será considerado autônomo, isto é, terá liberdade para escolher os dias, horários e os períodos trabalhados, e não possui exclusividade com nenhuma plataforma.
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A expectativa da equipe parlamentar é de que a matéria consiga ser aprovada na Câmara dos Deputados. No entanto, para que isso ocorra é necessário aguardar a eleição dos presidentes das comissões, que está prevista para março.
Sem a definição sobre quando e quem irá comandar a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços, o PL dos Aplicativos segue parado na Câmara.
Para avançar no Legislativo a matéria precisa contar também com o trabalho realizado pela articulação política com o governo, que sofreu com mudanças recentes. O presidente Lula indicou a presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), para a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), posto antes ocupado por Alexandre Padilha, que irá assumir o Ministério da Saúde.
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