PSUV Anuncia oficialmente que Nicolás Maduro será candidato à reeleição na Venezuela
Ditador está no poder desde 2013, por meio de pleitos marcados por denúncias da oposição.
- Foto: reprodução
Neste sábado, 16, durante a plenária do 5º Congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), foi oficialmente anunciada a candidatura ditador Nicolás Maduro para a reeleição no pleito marcado para 28 de julho. Esta notícia reacende o cenário político em um país marcado por divisões e controvérsias.
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“Tenho andado pelas ruas num lindo reencontro com o povo, viajando de ponta a ponta do nosso país. Aonde quer que você vá, o que você encontra é um povo patriótico, cheio de heroísmo, mas, acima de tudo, cheio de esperança”, destacou Maduro, conforme ressaltado pelo gabinete presidencial venezuelano em suas redes sociais.
Maduro está no poder desde 2013, quando assumiu o cargo após a morte de Hugo Chávez, de quem era vice. Venceu duas eleições, em 2013 e 2018, ambos os pleitos contestados pela oposição.
Pesquisas recentes mostram que 13,9% dos venezuelanos planejam votar em Maduro, muito atrás dos 54,5% da candidata da oposição Maria Corina Machado, que foi barrada de participar do pleito pela Suprema Corte do país.
Enquanto a oposição se vê diante deste impasse, o regime continua a reprimir dissidentes, alegando conspirações e tentativas de golpe. Este clima de opressão política torna ainda mais desafiador para a oposição tomar decisões estratégicas para enfrentar o regime de Maduro.
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Diante deste panorama, os líderes partidários da oposição se encontram em um dilema: insistir com María Corina Machado, que lidera as pesquisas de opinião em relação a Maduro, ou optar por outros nomes. Segundo informações do jornal espanhol El País, diferentes visões são apresentadas pelos líderes partidários em relação à corrida presidencial.
As eleições estão marcadas para o dia 28 de julho, coincidindo com o aniversário do falecido ditador Hugo Chávez, antecessor de Maduro. Os partidos políticos têm até o dia 25 de março para registrar um candidato, e as perspectivas de que María Corina Machado possa participar da corrida eleitoral parecem cada vez mais remotas. O El País enfatiza que, “salvo um milagre, María Corina não poderá estar nas cédulas”.
*Com informações do Estadão
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