Roberto Cidade prepara reforma no secretariado e mira mudanças estratégicas em áreas-chave do Amazonas
Novo governador interino deve anunciar em breve trocas, com foco nas pastas de Fazenda, Saúde e Educação.
- Foto: Jhonata Lobato/Portal AM POST
Resumo
O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade, deve anunciar uma reforma imediata no secretariado, com mudanças previstas nas áreas de Fazenda, Saúde e Educação. A estratégia busca consolidar sua base política em um mandato curto.
O governador tampão do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), deve anunciar em breve uma reforma no secretariado estadual, após ter assumido o cargo na noite dessa segunda-feira (4). A movimentação indica uma tentativa de reorganizar rapidamente a estrutura do governo e garantir governabilidade em um mandato considerado de transição.
Mudanças nas principais pastas
Segundo informações de bastidores, as primeiras alterações devem atingir áreas estratégicas da administração pública. Na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), é dada como certa a saída de Alex Del Giglio, que ocupa o cargo desde 2018. Já na área da Saúde, a possível exoneração é de Nayara de Oliveira Maksoud Moraes. Na Educação, Arlete Ferreira Mendonça também deve deixar o posto.
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As trocas sinalizam uma reformulação ampla, especialmente em setores que concentram grande volume de recursos e impacto direto na população.
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Disputa técnica na Sefaz
A sucessão na Sefaz já mobiliza nomes técnicos dentro da própria estrutura da secretaria. Apesar de especulações envolvendo o vice-governador Serafim Corrêa, fontes indicam que a escolha deve priorizar quadros internos, com perfil técnico.
Entre os mais cotados estão dois auditores fiscais: Dario José Braga Paim, que já atuou em cargos estratégicos como a Secretaria Executiva da Receita, e Fernando Silva Marquezini, atual chefe da Auditoria Tributária. Ambos são vistos como opções com forte conhecimento da máquina pública e capacidade de continuidade administrativa.
Estratégia para mandato curto
A antecipação das mudanças revela a estratégia de Roberto Cidade de consolidar rapidamente sua base política e administrativa. Mesmo com um período reduzido à frente do Executivo estadual, o governador interino busca imprimir sua marca e garantir estabilidade institucional.
Nos bastidores, a leitura é direta: tempo curto exige decisões rápidas. E, nesse jogo, trocar peças-chave pode ser o primeiro movimento para evitar ruídos — ou criar novos.
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Mudança ocorre após renúncias no Executivo
Cidade chegou ao cargo por meio de eleição indireta que foi convocada após a renúncia do então governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza.
Ambos deixaram os cargos no dia 5 de abril, dentro do prazo legal de desincompatibilização, para disputar as eleições previstas para outubro deste ano. A saída foi oficializada no fim do mesmo dia.
Com a vacância dos cargos no Executivo, foi necessário acionar o mecanismo constitucional de substituição.
De acordo com a Constituição do Estado, quando há vacância nos últimos dois anos do mandato, a escolha do novo governador deve ser feita de forma indireta, por meio de votação na Assembleia Legislativa.
Esse modelo busca garantir a continuidade administrativa até o encerramento do período de governo, evitando a realização de eleição direta fora do calendário regular.
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