Rodrigo Guedes leva pizza à Câmara e cobra votação sobre cassação de vereador preso por “rachadinha”
O vereador disse que sua ação não tem o objetivo de “julgar ou condenar” o colega, mas de fazer com que a Câmara cumpra suas obrigações legais.
- Foto: reprodução
Notícias de Política – Com uma pizza nas mãos e tom de ironia, o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) transformou a sessão desta segunda-feira (3) da Câmara Municipal de Manaus (CMM) em um protesto contra a falta de andamento do processo de cassação do colega Rosinaldo Bual (Agir), preso há um mês por suspeita de envolvimento em um esquema de rachadinha.
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Guedes criticou a demora da Casa em votar o juízo de admissibilidade — primeira etapa que decidiria se o processo de cassação deve ser aberto. Segundo ele, a Câmara está ignorando o pedido feito há semanas pelo Comitê Amazonas de Combate à Corrupção, que protocolou uma representação solicitando a abertura do processo político-administrativo.
“Não dá para jogar esse caso para debaixo do tapete. Cada vereador tem o direito de votar como quiser, mas todos temos o dever de cumprir a lei”, afirmou Guedes durante o protesto.
O vereador disse que sua ação não tem o objetivo de “julgar ou condenar” o colega, mas de fazer com que a Câmara cumpra suas obrigações legais. “Em um mês, já tivemos tempo mais do que suficiente para colocar em votação esse juízo de admissibilidade”, completou.
Caso Rosinaldo Bual
Preso desde 3 de outubro, o vereador Rosinaldo Ferreira da Silva, conhecido como Rosinaldo Bual, foi alvo da Operação Face Oculta, do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que investiga um esquema de rachadinha em seu gabinete.
De acordo com o MP-AM, as investigações identificaram movimentações de R$ 5 milhões nas contas pessoais de Bual apenas em 2025, valor incompatível com seus vencimentos como parlamentar. Durante a operação, os investigadores encontraram grande quantidade de dinheiro em espécie, cofres e uma arma de fogo sem registro em imóveis do vereador e da mãe dele.
Bual e sua chefe de gabinete, Luzia Seixas Barbosa, continuam presos preventivamente. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,5 milhões em bens e valores. Apesar da prisão, o vereador ainda mantém o salário e não teve o processo de cassação iniciado.
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