A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Política

Saiba como votaram os senadores do Amazonas no projeto que criminaliza a misoginia

Proposta aprovada no Senado segue para a Câmara, onde enfrenta resistência de deputados de direita.

Por Natan AMPOST

25/03/2026 às 11:00 - Atualizado em 25/03/2026 às 12:08

Resumo 


Senadores do Amazonas votam a favor de projeto que criminaliza misoginia com penas de até 5 anos. Texto avança para a Câmara, onde enfrenta resistência liderada por deputados de direita.

Notícias de política – Os três senadores do Amazonas — Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) — votaram a favor do Projeto de Lei 896/2023, que inclui a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo. A proposta foi aprovada por unanimidade no Senado nesta terça-feira (24), com 67 votos favoráveis, e agora segue para análise na Câmara dos Deputados, onde já enfrenta forte oposição de parlamentares de direita.


Bancada do Amazonas vota em bloco a favor

A votação no Senado evidenciou alinhamento entre os representantes do Amazonas. Omar Aziz, Eduardo Braga e Plínio Valério acompanharam a maioria da Casa e deram sinal verde para a ampliação das punições relacionadas a crimes de preconceito.

Leia também: Veja vídeo: Eduardo Braga dá bronca em mulher durante live no Facebook

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Leia também: Ministra Marina Silva bate-boca com Plínio Valério e abandona sessão no Senado

O apoio conjunto da bancada amazonense ocorre em um momento de crescente debate sobre violência e discriminação contra mulheres no país, tema que tem ganhado espaço no Congresso Nacional.

A aprovação unânime também indica baixa resistência no Senado à proposta, diferentemente do cenário projetado na Câmara.


O que muda com o projeto

O texto aprovado altera a Lei nº 7.716/1989 para incluir a misoginia como crime equiparado ao racismo. A proposta define misoginia como “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Com a mudança, práticas de discriminação baseadas na chamada “condição de mulher” passam a ser tratadas com o mesmo rigor jurídico aplicado a crimes motivados por cor, etnia, religião ou procedência nacional.

As penas previstas são mais severas. A injúria motivada por misoginia poderá resultar em prisão de 2 a 5 anos, além de multa. Já a prática, indução ou incitação ao preconceito contra mulheres terá pena de 1 a 3 anos.

Além disso, os crimes passam a ser considerados inafiançáveis e imprescritíveis, o que amplia significativamente o alcance da legislação.


Substitutivo garantiu aprovação sem votos contrários

A proposta foi aprovada na forma de um substitutivo apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), ao projeto original da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

O texto consolidado conseguiu apoio amplo entre os senadores e foi aprovado sem nenhum voto contrário, um cenário raro em pautas de forte conteúdo social e político.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Esse consenso, no entanto, não deve se repetir na próxima etapa da tramitação.


Câmara vira campo de batalha política

Se no Senado o projeto passou com facilidade, na Câmara dos Deputados o clima é outro — e bem mais tenso.

Deputados de direita já iniciaram articulações para barrar a proposta. Entre os principais críticos está Nikolas Ferreira (PL-MG), que classificou o texto como “aberração” e defendeu sua rejeição.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) também se posicionou contra e afirmou que atuará diretamente para impedir o avanço da matéria: “Projeto de divisão e ódio entre homens e mulheres acelerado com sucesso. E a direita cai na armadilha da esquerda”. Ela reforçou que trabalhará “para derrotar esse projeto”.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

A resistência indica que a tramitação na Câmara deve ser marcada por embates ideológicos e disputas narrativas sobre os limites da legislação penal.


Debate deve opor proteção e liberdade

O projeto coloca em lados opostos dois argumentos principais. Defensores da proposta afirmam que a inclusão da misoginia na Lei do Racismo fortalece o combate à violência e à discriminação contra mulheres.

Já os críticos sustentam que a medida pode abrir margem para interpretações amplas e gerar insegurança jurídica, além de, segundo eles, estimular conflitos sociais.


Próximos passos da proposta

Para se tornar lei, o Projeto de Lei 896/2023 ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados. Caso isso aconteça, seguirá para sanção presidencial.

Até lá, o texto deve passar por comissões e debates que prometem intensificar a polarização política em torno do tema.

Enquanto isso, o posicionamento dos senadores do Amazonas já marca o estado como parte do grupo que apoia a ampliação das punições contra crimes de misoginia no Brasil.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

Hoje aprendi que à manifestação de carinho mais sincera é o de uma criança com Autismo! Estes anjos, tem a felicidade de ser veraz, não afetando-se com o meio.

Winaldario Santos

Últimas notícias

Brasil

André Mendonça manda retirar tornozeleira de irmão de Ciro Nogueira

Decisão do ministro do STF considerou que não há indícios de fuga ou de tentativa de interferência nas investigações relacionadas ao caso Banco Master.

há 11 minutos

Eleições 2026

Augusto Cury explica por que escolheu Manaus para lançar pré-candidatura à Presidência da República

Studio 5 lotou durante ato político que marcou entrada do escritor na disputa presidencial de 2026.

há 24 minutos

Brasil

Preso por tentativa de estupro diz que estava bêbado e pede “voto de confiança” à Justiça

Vítima conseguiu escapar após cerca de 30 minutos de luta corporal; investigado possui histórico criminal e teve prisão preventiva decretada.

há 28 minutos

Eleições 2026

Histórico: Mais de 12 mil pessoas lotam evento de Augusto Cury em Manaus e fortalecem projeto político de David Almeida

Lançamento da pré-candidatura presidencial do Avante reuniu multidão no Studio 5.

há 38 minutos

Política

Daniel Almeida alfineta ato do PL e exalta força de David Almeida

Deputado estadual fez comparação entre evento do PL realizado no último sábado e lançamento da pré-candidatura de David Almeida.

há 44 minutos