Saiba quais deputados do Amazonas ajudaram a aprovar manobra do voto secreto na PEC da Blindagem
A manobra blinda os parlamentares de pressões externas e da opinião pública.
- Arte: Luiza Araújo/Portal AM POST
Notícias de política – A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17/9), a retomada do dispositivo da PEC da Blindagem que prevê voto secreto em deliberações sobre a abertura de processos criminais contra deputados e senadores. A manobra, articulada pelo Centrão, recolocou no texto a regra que havia sido derrubada durante a madrugada, gerando forte repercussão política.
Com 314 votos favoráveis e 168 contrários, o texto agora segue para apreciação do Senado Federal. Entre os destaques da votação, chamou atenção o posicionamento da bancada federal do Amazonas, que se dividiu diante da proposta polêmica.
Como votaram os deputados do Amazonas
Dos oito parlamentares amazonenses com direito a voto, quatro apoiaram a emenda que restabeleceu o voto secreto:
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Adail Filho (Republicanos)
Capitão Alberto Neto (PL)
Fausto Jr (União Brasil)
Silas Câmara (Republicanos)
Em oposição, dois deputados votaram contra a medida:
Amom Mandel (Cidadania)
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Sidney Leite (PSD)
Já os deputados Átila Lins (PSD) e Pauderney Avelino (União Brasil) não registraram voto na sessão.
A divisão revela tanto as linhas de alinhamento político quanto as disputas internas na bancada do estado, que tradicionalmente atua de forma mais coesa em pautas relacionadas à região.
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O que está em jogo na PEC da Blindagem
O texto da proposta prevê que parlamentares só poderão responder a processos criminais após autorização da respectiva Casa Legislativa — Câmara ou Senado. A emenda aprovada nesta quarta-feira (17) resgatou o voto secreto para essa deliberação, blindando os parlamentares de pressões externas e da opinião pública.
O dispositivo já estava presente no relatório inicial do deputado Claudio Cajado (PP-BA), mas havia sido derrubado em votação durante a madrugada após requerimento do partido Novo. Na ocasião, foram 296 votos favoráveis, abaixo dos 308 necessários para aprovar uma mudança constitucional.
Com a derrota, líderes do Centrão articularam uma nova estratégia: apresentaram uma emenda aglutinativa assinada por partidos como PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PL, PSDB, Avante e Podemos, conseguindo a vitória no segundo momento.
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