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Saiba quem é Alessandro Bronze, o lobista que tenta entrar na política há mais de uma década e é cotado para ser suplente de Alberto Neto

Nome ligado à concessão do principal terminal hidroviário do Amazonas, Alessandro Bronze pode integrar a chapa de Alberto Neto (PL) ao Senado.

Por AM POST

03/08/2026 às 17:01 - Atualizado em 03/08/2026 às 17:43

  • Alessandro Bronze, ligado à concessão do Porto de Manaus, voltou a ser citado nas articulações do Partido Liberal (PL) como possível primeira suplência na candidatura de Alberto Neto ao Senado.
  • A assessoria de Alberto Neto afirmou que ainda não há nome confirmado para a suplência, mas não descartou Bronze, que pode ser avaliado pela chapa.
  • Bronze já teve participação eleitoral em 2016, quando foi candidato a vice-prefeito de Manaus pelo PRTB na chapa de Henrique Oliveira, obtendo desempenho considerado fraco.
  • Sua relação com o Porto de Manaus envolve críticas recorrentes a tarifas elevadas, abandono de infraestrutura e denúncias de exploração de serviços que aumentariam custos para a população.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias de política – Ligado à concessão do Porto de Manaus, o empresário lobista Alessandro Bronze voltou ao centro das articulações políticas ao ser cotado para a primeira suplência da candidatura de Alberto Neto (PL) ao Senado. A movimentação marca uma nova tentativa de ocupar um cargo eletivo, dez anos após disputar a vice-prefeitura de Manaus na chapa de Henrique Oliveira (SD), em 2016.

Apesar de o nome circular nos bastidores do Partido Liberal (PL), a assessoria de Alberto Neto informou à reportagem do Portal AM POST que ainda “não tem nenhum nome confirmado” para a suplência. A convenção estadual da legenda, marcada para esta terça-feira (4) e irá oficializar os candidatos da sigla.

Embora tenha negado qualquer definição, a assessoria também não descartou Alessandro Bronze entre os nomes avaliados para compor a chapa.

Ainda segundo informações de bastidores, caso não seja possível emplacar Bronze devido seu histórico controverso a suplência do bolsonarista seria dada ao também empresário Carlos Antônio de Carli Filho, conhecido Carlito de Carli, que divide com Alessandro o comando do Porto de Manaus.

Leia mais: Lobistas Alessandro Bronze e Carlito de Carli são cotados para suplência de Alberto Neto ao Senado

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Como foi a primeira experiência política de Alessandro Bronze?

A estreia de Alessandro Bronze nas urnas ocorreu nas eleições municipais de 2016, quando foi escolhido para ser candidato a vice-prefeito de Manaus pelo PRTB, compondo chapa com Henrique Oliveira (Solidariedade).

Batizada de “Pra Manaus Vencer”, a coligação reuniu partidos de centro e legendas de menor expressão, mas teve desempenho negativo. A chapa terminou em 8º lugar, conquistando apenas 16.825 votos, o que representou pouco mais de 1,6% da preferência do eleitorado manauara na época.

Durante a campanha de 2016, Bronze deu declarações polêmicas que repercutiram de forma negativa. Em entrevista concedida na época ao portal Amazonas Atual, o empresário disse que sua gestão não utilizaria força policial para cumprir ordens de reintegração de posse na capital. Sendo que a polícia é o braço operacional para garantir que ordens judiciais sejam cumpridas.

A posição foi questionada pelo próprio jornalista que conduzia a entrevista, sobre isso ser um risco de estimular invasões no momento em que passa a tolerar determinadas invasões.

Ao ser confrontado, Bronze nega que sua tolerância estimule novas invasões, mas a realidade histórica mostra o contrário. Quando um governante sinaliza que “quem invadir não será retirado à força”, ele cria um incentivo direto para que novas áreas sejam ocupadas. Isso gera um “efeito chamada” que atrai mais pessoas para a irregularidade, tornando o planejamento da cidade impossível e sobrecarregando serviços públicos que já são precários.

Carlito e Bronze no comando do Porto de Manaus

Ambos os possível suplentes de Alberto Neto, Carlito de Carli e Alessandro Bronze são conhecidos por sua ligação com a concessão do Porto de Manaus, um dos principais ativos logísticos da Amazônia.

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De acordo com documentos que o Portal AM POST teve acesso, Alessandro Bronze e Carlito ocupam cargos de direção na Roadway Centro Comercial S.A. – SPE (Presidente e Diretor, respectivamente). Carlito também administra a Rio Negro Operações Portuárias EIRELI e representa a empresa Sierra do Brasil Ltda., controladora dessa sociedade.

Ou seja, os documentos mostram que Carlos Antônio de Carli Filho participa de mais de uma empresa ligada ao setor portuário, enquanto Alessandro Bronze aparece vinculado à Roadway Centro Comercial S.A. – SPE.

Segundo o jornalista Ronaldo Tiradentes, o comando do Porto de Manaus por entes privados teve origem em um acordo considerado controverso em 2001, durante a gestão do então governador Amazonino Mendes e o ex-senador Carlos Alberto De’Carli.

O porto que é federal foi passado pelo governo brasileiro para administração estadual, o executivo estadual passou para o ex-senador Carlos Alberto De’Carli, pai de Carlito, que por sua vez teria encaminhado para seu braço direito Alessandro Bronze.

O Porto de Manaus concentra parte significativa da movimentação hidroviária do Amazonas e, ao longo dos últimos anos, tem sido alvo de reclamações de passageiros, transportadores e empresários sobre tarifas e condições de atendimento.

 

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Os principais pontos de crítica incluem:

Tarifas Elevadas: Taxas de acesso consideradas abusivas por passageiros e transportadores.
Abandono do Patrimônio: O terminal, que é patrimônio histórico de 1907, apresenta sinais de abandono e falta de infraestrutura básica.
Exploração de Serviços: Denúncias de que até carregadores sofrem com taxas da administração, elevando o custo final para a população humilde.

Como surgiu a articulação para 2026?

A aproximação de Alessandro Bronze com o PL ganhou força no fim de 2025, quando o empresário se filiou ao partido.

Na época, já circulavam informações de que ele poderia integrar uma chapa majoritária em 2026. O jornalista Hudson Braga, na Coluna do Christo, revelou que o empresário já trabalhava uma engenharia política com vistas a ocupar espaço em uma chapa majoritária. Na época, a informação foi tratada como uma articulação silenciosa, restrita ao círculo das negociações partidárias.

A possibilidade voltou a ganhar força com a proximidade da convenção estadual do partido, que definirá os nomes que disputarão as eleições deste ano.

Alessandro Bronze teve bens bloqueados

Em 2013, Alessandro Bronze teve os bens bloqueados por determinação da Justiça Federal em uma ação de improbidade administrativa que apurava suposto enriquecimento ilícito e dano ao erário.

Segundo os autos, a medida atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF), com base em investigações conduzidas pela Polícia Federal.

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A ação foi movida pelo MPF em decorrência da venda ilegal de bens pertencentes à União, em julho de 2005, pelos administradores das empresas  arrendatárias do Porto de Manaus.

O processo apurava uma suposta negociação irregular envolvendo:

  • a venda de aproximadamente 100 metros de cais flutuante do Porto de Manaus;
  • o repasse de dois ônibus pertencentes ao patrimônio da União;
  • operações que, segundo a investigação, ocorreram sem autorização federal.

Além de Alessandro Bronze, também foram alcançados pela indisponibilidade de bens:

  • Eric Stone de Holanda;
  • Sheila Ingrid Ferreira da Silva;
  • Cícero Brasiliano;
  • Amazônia Operações Portuárias;
  • Empresa de Revitalização do Porto de Manaus.

O bloqueio patrimonial permaneceu durante parte da tramitação do processo.

Posteriormente, a Justiça autorizou o desbloqueio gradual dos valores considerados de natureza alimentar, como salários, pró-labore e honorários.

Em um segundo momento, ocorreu o desbloqueio integral dos bens.

A decisão de indisponibilidade havia sido determinada pela juíza federal Maria Lúcia Gomes de Souza, da 3ª Vara da Seção Judiciária do Amazonas. Posteriormente, a juíza convocada do TRF-1 Clemência Maria Almada Lima de Ângelo autorizou o levantamento parcial e, depois, total das restrições patrimoniais.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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