Sassá da Construção Civil diz que é de esquerda mas não defende Maduro: “fez, tem que pagar”
Ex-vereador de Manaus afirma que ser de esquerda não significa apoiar ditaduras e diz defender a democracia em qualquer país.
- Foto: Reprodução
Notícias de política – O ex-vereador de Manaus e atual secretário extraordinário municipal, Sassá da Construção Civil (PT-AM), usou as redes sociais para se posicionar publicamente contra o governo do ditador Nicolás Maduro, que foi capturado e preso no último sábado (3) pelos Estados Unidos. Em vídeo publicado no Instagram, Sassá afirmou que, apesar de sua trajetória na esquerda, não apoia regimes que, segundo ele, desrespeitam princípios democráticos e violam direitos humanos.
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Resposta a críticas e generalizações
A manifestação ocorreu após o ex-parlamentar receber comentários associando a esquerda brasileira ao apoio automático ao governo venezuelano. No vídeo, Sassá rebate a generalização e afirma que sua posição política não está vinculada a governos autoritários, mas à defesa da democracia, independentemente do país.
“Eu sou de esquerda e não apoio o Maduro. Eu apoio a democracia no Brasil, na Venezuela, em qualquer país”, declarou. A fala foi direta e buscou diferenciar correntes políticas de regimes que concentram poder e restringem liberdades civis.
Críticas ao autoritarismo e à reeleição
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Durante a gravação, Sassá também ampliou o debate ao criticar mecanismos que, segundo ele, favorecem a perpetuação de líderes no poder. Para o ex-vereador, a reeleição é um dos fatores que contribuem para o enfraquecimento das instituições democráticas.
“Sou contra que presidente ou governador tenha direito à reeleição. Tem que acabar com a reeleição”, afirmou, defendendo alternância de poder como pilar essencial da democracia.
Distanciamento de apoios ideológicos
Em tom ainda mais duro, Sassá fez questão de se desvincular de setores da esquerda que tratam Nicolás Maduro como referência política. “Se tem alguém da esquerda carregando Maduro como herói, que se vire para lá, vá para a guerra com ele. Eu não vou”, disse.
O ex-vereador reforçou que sua atuação política é guiada pela defesa da democracia e pela responsabilização de líderes que, na sua avaliação, cometeram abusos. “Maduro, você fez, tem que pagar”, completou.
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