Sem mandato, Anderson Sousa é reeleito presidente da Associação Amazonense de Municípios
Prefeito deixa comando de Rio Preto da Eva no fim deste ano.
- Foto: divulgação
A Associação Amazonense de Municípios (AAM) confirmou nesta quinta-feira (12) a reeleição de Anderson Sousa, prefeito de Rio Preto da Eva, para a presidência da entidade. Com aclamação unânime, o líder municipal garantirá mais quatro anos no cargo. A cerimônia, realizada no auditório do Comfort Hotel, em Manaus, reuniu 40 prefeitos de diferentes regiões do Amazonas e oficializou Nicson Marreira, prefeito de Tefé, como vice-presidente.
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“Esse apoio dos colegas reforça nosso compromisso com a integração e o fortalecimento dos municípios amazonenses. Vamos continuar lutando pelos interesses das cidades e buscando recursos que melhorem a vida da nossa população”, declarou Sousa em discurso após a eleição.
Apesar do apoio político conquistado na AAM, o novo mandato de Anderson Sousa é marcado por uma gestão cercada de controvérsias em Rio Preto da Eva, município localizado a 80 quilômetros de Manaus. Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,611, a cidade ocupa a 33ª posição entre as economias do estado, mas tem enfrentado desafios ligados a investigações e crises administrativas.
- Foto: redes sociais
Escândalos na gestão municipal
Anderson Sousa, eleito prefeito de Rio Preto da Eva em 2020 com mais de 70% dos votos, teve uma gestão que atraiu atenção tanto pelo expressivo apoio popular quanto pelos escândalos que vieram à tona nos últimos anos. Sua administração enfrentou questionamentos sobre contratos milionários, investigações por fraude à licitação e, mais recentemente, uma operação policial que resultou na prisão do prefeito por porte ilegal de arma.
Em setembro de 2023, Anderson foi um dos alvos da Operação Emergência 192, conduzida pela Polícia Federal. A investigação teve como foco irregularidades em contratos firmados pela prefeitura em 2020, relacionados à aquisição de medicamentos hospitalares e uma ambulância. As suspeitas tiveram início após denúncias sobre a baixa qualidade dos medicamentos adquiridos e a idoneidade da empresa contratada, cujo ramo principal de atuação era o comércio de materiais de construção.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a Polícia Federal encontrou armas de fogo irregulares na residência do prefeito, em Manaus. A ação também resultou na prisão do cunhado de Anderson Sousa e de um de seus seguranças. O caso gerou repercussão estadual e adicionou uma camada de tensão à sua administração.
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