Senado vota alteração na Ficha Limpa que pode beneficiar ex-governadores e ex-deputados
Texto altera prazos da Lei da Ficha Limpa e foi apresentado pela filha do ex-deputado Eduardo Cunha.

Foto: Reprodução
Notícias de política – O Senado deve votar nesta quarta-feira (26/8) um projeto de lei que altera os prazos de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa. A proposta pode abrir caminho para a volta de nomes como Eduardo Cunha, José Roberto Arruda e Anthony Garotinho às disputas eleitorais.
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O texto foi apresentado pela deputada federal Dani Cunha (União Brasil-RJ), filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, um dos possíveis beneficiados pela mudança.
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Na prática, o projeto prevê um prazo único de oito anos de inelegibilidade, contados a partir da condenação, e estabelece um teto máximo de 12 anos. Hoje, a regra da Ficha Limpa determina que a contagem só começa após o cumprimento da pena ou o fim do mandato.
Impacto imediato
Se aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o projeto permitirá, por exemplo, que o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda volte a disputar eleições já em 2026. Isso porque sua primeira condenação colegiada ocorreu em julho de 2014, e o novo teto de 12 anos expiraria no mesmo mês de 2026.
Arruda foi condenado no âmbito da Operação Caixa de Pandora, acusado de comprar apoio político com recursos de propina.
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Trâmite do projeto
A proposta já passou pela Câmara dos Deputados em setembro de 2023 e foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em agosto de 2024.
Desde então, esteve na pauta do plenário em duas ocasiões, mas as votações foram adiadas por falta de consenso. Agora, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu pautar a matéria.
O relator na CCJ, senador Weverton (PDT-MA), apresentou parecer favorável. Para os defensores da mudança, as regras atuais da Ficha Limpa “perpetuam” a inelegibilidade, retirando do político a chance de voltar à disputa mesmo após anos da condenação.
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