Senador Omar Aziz cobra governo estadual, mas esquece da Cidade Universitária
Projeto lançado durante gestão do senador volta ao centro das discussões políticas no Amazonas.
- Arte: Luiza Araújo/Portal AM POST
Resumo
As críticas do senador Omar Aziz ao contingenciamento de recursos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) reacenderam debates sobre a Cidade Universitária, projeto lançado durante sua gestão como governador e que permanece inacabado. Aliados do governo Roberto Cidade apontam contradição entre o discurso atual do parlamentar e promessas feitas no passado para a instituição.
Notícias de política – As críticas feitas pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), pré-candidato ao governo, ao contingenciamento de recursos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) provocaram uma nova rodada de debates políticos no estado e trouxeram novamente à tona a situação da Cidade Universitária, projeto anunciado durante sua gestão como governador e que nunca foi concluído.
O embate ganhou força após Omar utilizar a tribuna do Senado Federal para questionar um decreto do Governo do Amazonas que previa o contingenciamento de R$ 100 milhões do orçamento da UEA. O parlamentar afirmou que a medida colocaria em risco recursos da instituição e defendeu maior fiscalização sobre os atos do Executivo estadual.
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“Nós temos visitado os municípios, sabemos que a UEA está de mal a pior, e ainda tirou os recursos deles. Para quê? Para pagar o rombo do banco Master, tirou R$100 milhões da pesquisa e da compra de um hospital universitário da universidade, que é o rombo que o Master deixou no Amazonas”, acusou.
A discussão, porém, ganhou novos contornos após o governador Roberto Cidade revogar o decreto e assegurar que os valores permaneceriam reservados para utilização da universidade conforme a necessidade.
Aliados lembram projeto inacabado
Após as declarações de Omar Aziz, integrantes da base governista passaram a destacar a situação da Cidade Universitária da UEA, empreendimento anunciado durante sua administração à frente do Governo do Amazonas.
O projeto foi apresentado como uma das principais iniciativas para expansão da universidade, mas não chegou a ser concluído.
Segundo dados frequentemente citados por adversários políticos do senador, mais de R$ 124 milhões foram empregados na obra ao longo dos anos sem que o complexo universitário fosse entregue à população.
Com a atualização monetária pelo IPCA, estimativas apontam que o custo total da Cidade Universitária inicialmente previsto de aproximadamente R$ 300 milhões corresponderia atualmente a mais de R$ 550 milhões.
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Hoje o que existe por lá são esqueletos de concreto e um dos maiores símbolos de desperdício de dinheiro público da história do Amazonas.
Debate sobre recursos públicos
O tema voltou a ganhar relevância porque a principal crítica feita por Omar Aziz envolve justamente a destinação de recursos ligados à UEA.
Para aliados do atual governo, existe uma contradição entre o discurso atual do senador e o histórico da Cidade Universitária, que permanece sem conclusão mesmo após investimentos significativos.
Já apoiadores do parlamentar argumentam que a cobrança sobre a aplicação dos recursos públicos é legítima e deve ocorrer independentemente de administrações passadas.
Decreto foi revogado
O decreto que motivou a controvérsia acabou sendo revogado pelo Governo do Amazonas.
Ao anunciar a medida, Roberto Cidade afirmou que os recursos da universidade não seriam retirados definitivamente e que o contingenciamento tinha caráter temporário, adotado em razão da queda da arrecadação estadual e da necessidade de planejamento para possíveis impactos climáticos no interior do estado.
Com a revogação, parte da discussão política passou a se concentrar na comparação entre o episódio atual e projetos históricos relacionados à universidade.
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