Após um caso envolvendo suspeita de antissemitismo na Bahia, o Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, emitiu uma nota contundente contestando tanto o antissemitismo quanto a islamofobia no Brasil. O ministro se pronunciou após um incidente que levantou preocupações sobre a segurança da comunidade judaica no país.
“É crucial enfatizar que a absoluta e necessária condenação do massacre contra o povo palestino na Faixa de Gaza, perpetrado pelo governo de Israel, não justifica e tampouco autoriza o antissemitismo”, afirmou o ministro em sua declaração oficial.
O pronunciamento continuou com um firme repúdio ao ataque sofrido pela comerciante judia Herta Berslauer em Arraial d’Ajuda, onde seu estabelecimento comercial foi destruído de forma criminosa. “Esperamos que a autora do ataque seja responsabilizada civil e criminalmente”, enfatizou o ministro, destacando a importância da justiça e da responsabilização neste caso.
Almeida também abordou a questão da islamofobia, ressaltando que posturas antissemitas e islamofóbicas devem ser fortemente repreendidas tanto eticamente quanto juridicamente, por serem incompatíveis com a legalidade, os direitos humanos e a defesa da democracia.
Segundo informações reportadas pelo Estado de S. Paulo, a mulher suspeita de envolvimento no ataque antissemita prestou depoimento à Polícia Civil no domingo, 4. O delegado Paulo Henrique de Oliveira, coordenador da 23.ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, afirmou que ela foi liberada por não haver flagrante. A mulher, identificada como cidadã chilena, está sendo investigada por crimes que incluem racismo, injúria, grave ameaça, dano qualificado e tentativa de agressão.