Simeam pede anulação da comissão do impeachment e alega envolvimento de deputados em suposto esquema de recebimento de propina
Segundo o Sindicato dos Médicos, a participação de investigados permite que possíveis comparsas se protejam no processo.
Redação AM POST
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O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), que é autor da denúncia contra o governador do Estado, Wilson Lima, e o vice-governador Carlos Almeida Filho por crime de responsabilidade, pediu nesta terça-feira (28) a anulação da comissão que analisa a admissibilidade do processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) contra os políticos.
De acordo com o Simeam os deputados Saullo Vianna (PTB), Joana Darc (PL), Mayara Pinheiro (Progressistas), Therezinha Ruiz (PSDB), Belarmino Lins (Progressistas), Carlinhos Bessa (PV), Roberto Cidade (PV) e Abdala Fraxe (Podemos) estão implicados em suposto esquema de recebimento de propina investigado pela “Operação Sangria” da Polícia Federal, que apura superfaturamento na compra de respiradores pelo governo.
Dos nomes citados, seis compõem a comissão de impeachment e o Sindicato alega que isso afronta o princípio do processo legal. “A participação de investigados permite que possíveis comparsas se protejam no processo”, .
“Além de violar o artigo 36 da Lei 1.079/50, entendemos que afronta o princípio do devido processo legal (artigo 5º, LIV, CF) permitir que possíveis investigados se protejam no processo de impeachment. Trata-se de um conjunto de pessoas que, segundo a Polícia Federal, vinham realizando reiteradas práticas criminosas”, disse a entidade em questão de ordem apresentada hoje.
“A imparcialidade do impeachment precisa ser resguardada. Não é razoável crer na lisura de um processo contaminado por interesses espúrios das autoridades envolvidas”, alegou o Simeam em outro trecho.
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