Sinésio Campos critica polarização política e defende diálogo: “Precisamos acabar com a caça às bruxas”
Sinésio também fez críticas diretas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar o recente aumento de tarifas.
Notícias de Política – O deputado estadual e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Amazonas, Sinésio Campos, concedeu entrevista ao Portal AM Post nesta quinta-feira (17) e fez duras críticas à polarização política que domina o país. Segundo ele, é urgente “acabar com a caça às bruxas” e retomar o diálogo entre diferentes campos ideológicos.
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Durante a entrevista, o parlamentar apontou que o exemplo do presidente Lula deve ser seguido por todos os líderes políticos. “Consciente que o meu papel como parlamentar é dialogar com todos: de direita, de esquerda, de centro. Da mesma forma que o Lula faz. O Lula dialoga com todo mundo”, afirmou.
“Ele[Lula] está chamando os empresários da indústria, está chamando a turma do agronegócio, que não votaram nele. A gente tem que acabar com as caça às bruxas. Ou seja, quem vota em mim tem a guarida, quem não vota em mim tenho antipatia. Então, esse país polarizado, ridículo, que eu não acredito, que está fazendo com que nosso planeta fique cada vez mais asqueroso”, declara.
Sinésio também fez críticas diretas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar o recente aumento de tarifas sobre produtos brasileiros — o chamado “tarifaço”. Para o deputado, essa política é uma retaliação ao resultado das eleições de 2022 no Brasil. “Trump mistura política com economia. Está usando Bolsonaro e os tarifáços para dizer que a eleição de Lula foi antidemocrática”, disse.
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O presidente do PT-AM ainda comentou sobre o comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, Eduardo Bolsonaro. “O candidato dele, que ele apoiava, perdeu. Até hoje não aceita. E o filho dele diz que pode ficar até pior. Isso é perigoso.”
Ao abordar a situação internacional, Sinésio classificou os atos de invasão ao Capitólio nos EUA e aos Três Poderes em Brasília como “atos antidemocráticos” e fez uma comparação com a transição pacífica entre Fernando Henrique Cardoso e Lula em 2002. “O momento mais bonito foi quando o FHC perdeu e passou a faixa presidencial ao Lula. Isso se chama democracia”, lembrou.
Por fim, Sinésio parabenizou a postura do presidente Lula diante das tarifas impostas pelos EUA, destacando a convocação de representantes do agronegócio e da indústria brasileira para reagir com medidas de reciprocidade. “Se estão tarifando nossos produtos, vamos fazer o mesmo com os deles. É respeito à soberania nacional.”
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