“Sou ficha limpa e não cometi fraude”, diz vereador Elan Alencar após decisão judicial que cassou seu mandato
A sentença, assinada pelo juiz Rafael Almeida, reconheceu irregularidades na formação da chapa partidária.
- Reprodução
Notícias de Política – O vereador Elan Alencar (DC) se pronunciou publicamente após a decisão da Justiça Eleitoral que determinou a cassação de seu mandato. Em um vídeo enviado ao Portal AM Post nesta quarta-feira, o parlamentar afirmou ser vítima de uma injustiça e atribuiu a responsabilidade pelo caso ao partido pelo qual foi eleito, que teria descumprido a cota de gênero exigida pela legislação eleitoral nas eleições de 2020.
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A sentença, assinada pelo juiz Rafael Almeida, reconheceu irregularidades na formação da chapa partidária, com o descumprimento do mínimo de 30% de candidaturas femininas, o que configura fraude à cota de gênero. A decisão segue o entendimento consolidado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e tem resultado em cassações semelhantes em diversos estados do país.
Em sua defesa, Elan afirmou que não participou da formação da chapa e que desconhecia qualquer irregularidade.
“Eu não cometi nenhuma fraude, nenhum erro. Fui candidato, registrei minha candidatura com todas as certidões negativas, prestei contas da campanha e fui o mais votado do partido”, declarou.
O vereador destacou ainda que apoia a política de cotas de gênero, mas argumentou que não cabe a ele responder por falhas cometidas pela direção partidária.
“Sou extremamente a favor da cota de gênero, mas não faço parte da questão do partido em relação a se ele cumpriu ou não essa cota”, disse.
Mesmo com a decisão desfavorável, Elan segue mantendo o mandato enquanto o processo não transita em julgado. Ele afirmou que já recorreu da decisão e que confia na Justiça, garantindo que pretende disputar uma vaga de deputado estadual nas próximas eleições.
“Querem caçar o mandato de alguém que teve 8.611 votos e é ficha limpa”, lamentou o parlamentar.
O discurso do vereador combina tom de desabafo e cálculo político, uma estratégia recorrente de políticos que transformam decisões judiciais em narrativas de perseguição ou injustiça. Enquanto o caso tramita na Justiça Eleitoral, Elan Alencar permanece no cargo e tenta reforçar sua imagem como um representante “vítima de erro alheio”.
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