STF inicia interrogatório de réus por tentativa de golpe de Estado nesta segunda-feira (9)
Audiências com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, e outros réus marcam avanço da ação penal.

Foto: Reprodução
Notícias de política – O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta segunda-feira (9/6) aos interrogatórios dos réus investigados por participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após sua derrota nas eleições de 2022. O processo tramita na Primeira Turma da Corte e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
O primeiro a prestar depoimento é o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Além dele, outros sete acusados considerados parte do núcleo central da suposta trama golpista devem ser interrogados ao longo da semana, incluindo o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Os réus respondem a acusações graves, como:
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Organização criminosa armada;
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
Golpe de Estado;
Dano qualificado contra o patrimônio da União;
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Deterioração de patrimônio tombado.
Calendário e dinâmica das oitivas
As audiências estão marcadas para ocorrer ao longo de toda a semana, com sessões estendidas nos dias em que não houver plenária no STF. Os interrogatórios serão realizados presencialmente e transmitidos ao vivo.
A ordem de depoimento segue critério alfabético. Após Mauro Cid, devem ser ouvidos:
Alexandre Ramagem – Deputado federal e ex-diretor da Abin;
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Almir Garnier Santos – Ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres – Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
Augusto Heleno – General da reserva e ex-ministro do GSI;
Jair Bolsonaro – Ex-presidente da República;
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Paulo Sérgio Nogueira – Ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto – General da reserva e ex-ministro da Casa Civil (preso preventivamente no RJ e pode ser ouvido por videoconferência).
Os réus ficarão sentados na primeira fileira do plenário e serão chamados individualmente para prestar depoimento diante dos ministros e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também poderá fazer perguntas.
A ação penal contra o grupo foi aberta após denúncia da Procuradoria-Geral da República, aceita por unanimidade pelos ministros da Primeira Turma do STF, composta por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux.
O caso representa um dos desdobramentos mais significativos da crise institucional deflagrada após as eleições de 2022 e pode ter consequências judiciais e políticas de grande impacto para os envolvidos.
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