Suplente de Davi Alcolumbre é alvo da PF por suspeita de desvio de R$ 60 milhões em obras no Amapá
O valor total das licitações sob suspeita chega a R$ 60 milhões.
- Foto: reprodução
Notícias de Política – Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta terça-feira (22/7), a Operação Route 156 para apurar um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos no Amapá. Um dos alvos é o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
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A investigação aponta indícios de fraudes em contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no estado, relacionados à manutenção e recuperação da BR-156. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão para avançar na apuração do suposto direcionamento de licitações e desvios de recursos públicos federais.
De acordo com a PF, há indícios de que uma organização criminosa atuava dentro da Superintendência Regional do Dnit/AP, manipulando pelo menos quatro pregões eletrônicos. O valor total das licitações sob suspeita chega a R$ 60 milhões.
Breno Chaves Pinto está vinculado à empresa LB Construções, uma das vencedoras das licitações da BR-156. Além disso, ele possui contratos com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) por meio de outras empresas.
As investigações apontam que o grupo simulava concorrência com propostas fictícias e utilizava cláusulas restritivas nos editais para favorecer determinadas empresas, ferindo a legalidade e a competitividade dos processos licitatórios.
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