TSE faz perseguição política contra Deltan Dallagnol e cassa seu mandato
Tribunal decidiu, por unanimidade, que Dallagnol cometeu irregularidade ao deixar o MP mesmo sem ele ter nenhum PAD contra ele.
- Foto: Reprodução
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou, por unanimidade, o registro de candidatura do deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) e está sendo acusado de fazer perseguição política. A votação do caso de Dallagnol em si demorou 1 minuto e 6 segundos. A sessão como um todo teve duas horas.
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Os ministros da Corte entenderam que Dallagnol pediu exoneração do cargo de procurador do Ministério Público, enquanto ainda respondia a processos disciplinares internos, para escapar de julgamento, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que poderia impedi-lo de concorrer às eleições de 2022. Assim, os magistrados consideraram que o ex-procurador da Lava Jato frustrou a aplicação da lei.
De acordo com o deputado federal, Kim Kataguiri, não há nenhum Processo Administrativo Disciplinar – PAD contra Deltan Dallagnol e isso foi atestado pelo CNMP, que é o órgão responsável por supervisionar o MP e inclusive impor sanções quando algum membro comete irregularidade.
O parlamentar afirma que o TSE cometeu perseguição política e abriu precedente para que outras pessoas que fazem oposição ao PT e ao supremo sejam punidas.
“Não há nenhuma irregularidade, isso é perseguição política e o pior de tudo é que, a nossa perspectiva, é que essa perseguição não pare por ai. Gente como eu, como Sérgio Moro, pessoas que fazem oposição ao PT, que tem críticas duras ao STF, TSE, críticas duras mas dentro da lei e da nossa imunidade parlamentar, podem ser punidas ilegalmente a a partir deste precedente perigosíssimo, ilegal e inconstitucional do Tribunal Superior eleitoral”, disse.
Redação AM POST*
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