Veja a posição dos deputados do Amazonas quando Congresso rejeitou equiparar facções criminosas a organizações terroristas
Câmara aprovou texto com ampla maioria, mas equiparação ao terrorismo acabou rejeitada.
- Foto: Reprodução
Resumo
A bancada federal do Amazonas votou favoravelmente ao Projeto de Lei Antifacção, debatido no Congresso Nacional em fevereiro deste ano. Embora a proposta tenha endurecido medidas contra organizações criminosas, a equiparação de facções como PCC e Comando Vermelho a grupos terroristas acabou rejeitada durante a tramitação.
Notícias de Política – A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas reacendeu no Brasil o debate sobre o tratamento jurídico das facções criminosas.
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No Congresso Nacional, a discussão já havia ocorrido em fevereiro deste ano durante a análise do chamado Projeto de Lei Antifacção, que ampliou mecanismos de combate às organizações criminosas, mas acabou sem incluir a classificação formal de facções como grupos terroristas.
Bancada do Amazonas votou unida a favor do projeto
Na Câmara dos Deputados, todos os parlamentares da bancada do Amazonas votaram favoravelmente ao texto do PL Antifacção.
Os deputados amazonenses que apoiaram a proposta foram:
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- Amom Mandel (Cidadania)
- Átila Lins (PSD)
- Adail Filho (Republicanos)
- Capitão Alberto Neto (PL)
- Fausto Jr. (União Brasil)
- Saullo Vianna (União Brasil)
- Silas Câmara (Republicanos)
- Sidney Leite (PSD)
A proposta foi aprovada por ampla maioria na Câmara, com 370 votos favoráveis e 110 contrários. No Senado, o texto recebeu aprovação unânime.
Equiparação ao terrorismo acabou rejeitada
Apesar do endurecimento da legislação contra organizações criminosas, os trechos que discutiam a possibilidade de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas não avançaram no Congresso.
As propostas debatidas durante a tramitação também não citavam nominalmente facções específicas, como PCC ou Comando Vermelho. Quando o projeto retornou à Câmara após análise do Senado, a votação ocorreu de forma simbólica, sem registro individual dos votos dos deputados.
Debate ganhou força após decisão dos EUA
A discussão voltou ao centro do debate político após o governo dos Estados Unidos anunciar, na última quinta-feira (28), a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida foi divulgada após visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Washington. A decisão norte-americana pode ampliar mecanismos de cooperação internacional no combate às facções, especialmente em áreas relacionadas a lavagem de dinheiro, tráfico internacional e bloqueio de ativos financeiros.
Mesmo sem a tipificação como terrorismo, o PL Antifacção aprovado pelo Congresso endureceu regras contra organizações criminosas e ampliou instrumentos de investigação e punição. O texto faz parte de uma série de medidas discutidas nacionalmente para reforçar o combate ao crime organizado no país.
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