Política

Veja vídeo: Pastor incentiva igreja a conseguir 80 mil votos para Silas Câmara e outros pré-candidatos em Manaus

O episódio considerado crime eleitoral foi filmado e transmitido pela TV Boas Novas.


Redação AM POST

O pastor e vice-presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, Moisés Melo, pediu votos para o pastor e pré-candidato à reeleição do cargo de deputado federal, Silas Câmara (Republicanos), no último sábado (23), durante o Seminário Estadual de Homens de 2022. O episódio considerado crime eleitoral foi filmado e transmitido pela TV Boas Novas.

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Na presença de mais e 8 mil fiéis, o pastor Moisés Melo pediu votos para os pré-candidatos estaduais Joelson Silva, ex-presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), e Dan Câmara, coronel da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM).

Segundo Melo, o deputado precisa de 50 mil votos, mas se se esforçarem, é possível chegar 80 mil votos.

“O nosso deputado Silas precisa, em Manaus, de pelo menos 50 mil votos. Mas nós podemos chegar a dar 80 mil se nós quisermos, ou até mais. Os homens creem assim, Amém. Em Manaus, fora o interior do Estado. Os nossos queridos Dan e Silas, só Manaus pode elegê-los. O que vier do interior será uma bênção. Quantos creem que isso é possível digam glória a Deus”, discursou o pastor.

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Durante a fala, o pastor chegou a afirmar que os fies ali presentes que não apoiarem a candidatura dos mesmos, não são homens de verdade.

“Se você levanta a mão, abre a boca e se isso não é realmente algo verdadeiro, você não é homem de verdade. Mas aqueles que aqui estão são homens levantados por Deus, com propósito nessa Terra para fazer a diferença. E Manaus, o Amazonas e o Ieadam vão se levantar e nós vamos fazer com que o deputado Silas volte ao Congresso e os nossos Dan e Joelson cheguem à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam)”, continuou o pastor Moisés Melo.

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Vale ressaltar que ato de influenciar a vontade do eleitor sobre qual candidato é o mais apto para determinado cargo eletivo, buscando garantir votos, é chamado de propagada eleitoral e quando é feito antes do período eleitoral, é considerado um ato irregular, logo ilegal.