Política

Vereador bolsonarista quer criar ‘Dia do Orgulho Hétero’

Parlamentar cita que já existe o Dia do Orgulho Gay e o Dia do Orgulho Trans e que os héteros também podem ter.

Redação AM POST

A Câmara Municipal de Cuiabá (MT) aprovou na terça-feira (21) em primeira votação um projeto de Lei que cria o Dia do Orgulho Hétero na cidade. De autoria do vereador bolsonarista Tenente Coronel Paccola (Cidadania), o projeto só recebeu um voto contrário.

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Após a aprovação em primeiro turno do Projeto dividir opiniões, a câmara de vereadores decidiu adiar a segunda votação, que ocorreria nesta quinta-feira, para fevereiro, no retorno do recesso parlamentar. A informação foi divulgada pela vereadora Edna Sampaio (PT), única a votar contra o PL de autoria do vereador Tenente Coronel Marcos Paccola (Cidadania). O projeto de lei, aprovado na terça-feira por 15 votos a 1, é visto como desnecessário por parte dos internautas, que apontam “masculinidade frágil” de defensores.

A criação do “Dia do Orgulho Hétero”, previsto para o terceiro domingo de dezembro, garante o direito de todo cidadão afirmar o “orgulho em ser heterossexual”, de acordo com Paccola.

Em suas redes sociais, o parlamentar justificou o projeto ao afirmar que decidiu apresentá-lo depois de conversar com o filho e sobrinhos, quando teria sido “revelado que na escola para participar de determinados grupos [os estudantes] tinham de beijar meninos e meninas”.

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“O objetivo principal por trás deste projeto é que não destruam o modelo tradicional de família, os valores conservadores cristãos e o sentimento de civismo patriótico que são as marcas mais fortes de nós conservadores”, afirma.

“Eu não tenho nada contra, muito pelo contrário, tenho amigos, pessoas do meu convívio direto que são homossexuais. Mas não vejo o motivo pelo qual nós somos atacados ao ponto de estarmos ouvindo de crianças que eles não podem declarar o seu orgulho de ser heterossexual. Então vejo que esse parlamento tem sim que demonstrar pra todos que o respeito à liberdade e a opção sexual é a todo tipo de opção, inclusive a opção de ser heterossexual”, declarou Paccola.

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Única vereadora a votar contra a proposta, a petista Edna Sampaio também afirmou em rede sociail que “não há do que se orgulhar, já que o Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo”.

“Existe uma supremacia hétero, como se fosse crime ser LGBTQIA+. Qual é o orgulho num mundo onde uma pessoa que não é hétero é morta por não ter uma orientação hétero?”, questiona.

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