Vereador do PT tenta responsabilizar Bolsonaro por alta da gasolina em Manaus
Ao comentar o reajuste, Zé Ricardo afirmou que o cenário na região teria piorado após a privatização durante o governo Bolsonaro.
- Foto: Reprodução
Resumo
Após o aumento no preço da gasolina em Manaus, o vereador do PT Zé Ricardo responsabilizou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro pela situação e criticou a privatização da refinaria da capital. Enquanto o parlamentar levanta suspeitas sobre o mercado de combustíveis, órgãos de fiscalização iniciaram ações para verificar se houve reajustes abusivos nos postos da cidade.
Notícias de Política – O vereador Zé Ricardo (PT), único representante do partido na Câmara Municipal de Manaus, afirmou nas redes sociais que a alta recente no preço da gasolina na capital amazonense estaria relacionada a decisões tomadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Nos últimos dias, motoristas de Manaus foram surpreendidos com o aumento no valor do combustível. Levantamento da Prefeitura de Manaus em 40 postos identificou que o preço da gasolina comum passou de R$ 6,99 para R$ 7,29, um aumento de R$ 0,30 por litro.
Privatização durante governo Bolsonaro
Ao comentar o reajuste, Zé Ricardo afirmou que o cenário na região teria piorado após a privatização da refinaria localizada na capital amazonense.
“Mesmo quando a Petrobras não aumenta o preço aqui no Amazonas, o valor continua subindo. Quem paga essa conta é o povo. E tem algo que chama muito a atenção: vários postos com praticamente o mesmo preço. Isso levanta uma suspeita muito grave em relação a cartel no nosso Estado”, declarou o vereador.
O parlamentar também associou a situação à venda da Refinaria Isaac Sabbá, conhecida como Reman, realizada no final de 2022.
“Aqui, a situação piorou depois que a refinaria de Manaus foi privatizada pelo governo Bolsonaro. Desde então, os preços dos combustíveis na Amazônia dispararam. E essa empresa, em vez de produzir gasolina, importa de fora e só quer lucro. Por isso, o meu mandato vai coletar denúncias em todo o Estado”, afirmou.
Privatização ocorreu no final de 2022
A venda da refinaria foi concluída em 30 de novembro de 2022, durante o governo Bolsonaro, dentro da política de desinvestimentos da Petrobras iniciada ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer.
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A unidade é considerada estratégica para o abastecimento de combustíveis na região amazônica.
Apesar das críticas do vereador, especialistas apontam que o preço final dos combustíveis pode ser influenciado por diversos fatores, como custos logísticos, impostos estaduais e variações no preço internacional do petróleo.
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Procon-AM inicia fiscalização
Após o aumento repentino, o Procon-AM iniciou fiscalizações em postos de combustíveis da capital para verificar se os reajustes possuem justificativa ou se configuram prática abusiva contra os consumidores.
A operação busca identificar possíveis irregularidades na formação dos preços e, caso sejam confirmadas infrações, os estabelecimentos poderão ser penalizados conforme a legislação de defesa do consumidor.
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