Vereador Lucas Pavanato chama professores em greve de “vagabundos” e gera revolta em sessão em SP
Declaração do parlamentar causou suspensão temporária dos trabalhos

FOTO: Reprodução/Câmara Municipal de São Paulo
Resumo
Um forte tumulto interrompeu a sessão plenária na Câmara Municipal de São Paulo após o vereador Lucas Pavanato (PL) chamar os professores da rede pública em greve de “vagabundos”. O bate-boca com a oposição forçou a suspensão temporária dos trabalhos. A confusão ocorreu durante a votação do Projeto de Lei 354/2026, que acabou aprovado por 35 votos a 16. O texto concede um reajuste salarial parcelado de 3,51% aos servidores municipais, índice rejeitado pela categoria, que garantiu a continuidade da greve.
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Notícia de Política – A tramitação de uma pauta salarial transformou a Câmara Municipal de São Paulo em um cenário de intensa fustigação política. Durante as discussões na sessão plenária, o vereador Lucas Pavanato (PL) disparou ofensas verbais contra os professores da rede pública de ensino que se encontram em greve, chamando-os de “vagabundos”. A fala provocou a interrupção das atividades institucionais da Casa.
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Ofensa e Paralisação no Plenário
O ambiente legislativo já operava sob forte pressão devido à votação do Projeto de Lei 354/2026, de autoria do prefeito Ricardo Nunes (MDB). No momento em que utilizava a palavra, Pavanato proferiu a declaração hostil, desencadeando a indignação imediata de servidores que acompanhavam as galerias e de parlamentares de esquerda.
A vereadora Silvia Ferraro (PSOL) liderou a reação da bancada oposicionista no plenário, rebatendo duramente os ataques direcionados aos docentes. Diante de gritos de protesto cruzados e da total falta de controle dos ânimos no recinto, a mesa diretora acionou o protocolo de emergência e suspendeu temporariamente a sessão parlamentar até que a ordem mínima fosse restabelecida.
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Aprovação de Reajuste Abaixo da Inflação
Apesar do clima de hostilidade generalizada, a base governista garantiu quórum e aprovou em definitivo o projeto de lei por 35 votos favoráveis contra 16 contrários. A matéria segue agora para a sanção do prefeito Ricardo Nunes. O texto prevê um reajuste de 3,51%, mas dividido em duas etapas de pagamento:
2% aplicados de forma retroativa ao mês de maio de 2026;
1,48% restantes incorporados apenas no mês de maio de 2027.
Representantes das bancadas do PT e do PSOL criticaram severamente o percentual aprovado, apontando que o índice sequer recompõe as perdas geradas pela inflação acumulada e prejudica de forma permanente a estrutura de progressão da carreira do magistério.
Greve Continua e Contraste Salarial
O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) manifestou-se de forma oficial logo após o fechamento da votação. A entidade reforçou que o arrocho imposto pela prefeitura é evidente e confirmou que a paralisação dos professores continuará por tempo indeterminado em toda a capital paulista.
Nas redes sociais e entre os servidores, a agressividade verbal de Lucas Pavanato foi amplamente criticada, com usuários relembrando as disparidades do serviço público. Críticos citaram o contraste da votação atual com uma medida de 2024, quando os próprios vereadores de São Paulo aprovaram um aumento de 37% nos seus vencimentos individuais, fixando seus subsídios mensais em valores acima de R$ 26 mil.
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Declaração de Transparência
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