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Vereador Lucas Pavanato chama professores em greve de “vagabundos” e gera revolta em sessão em SP

Declaração do parlamentar causou suspensão temporária dos trabalhos

Por Arquipo Goes

17/05/2026 às 15:57 - Atualizado em 12/06/2026 às 08:39

sessão plenária na câmara municipal de são paulo

FOTO: Reprodução/Câmara Municipal de São Paulo

Resumo

Um forte tumulto interrompeu a sessão plenária na Câmara Municipal de São Paulo após o vereador Lucas Pavanato (PL) chamar os professores da rede pública em greve de “vagabundos”. O bate-boca com a oposição forçou a suspensão temporária dos trabalhos. A confusão ocorreu durante a votação do Projeto de Lei 354/2026, que acabou aprovado por 35 votos a 16. O texto concede um reajuste salarial parcelado de 3,51% aos servidores municipais, índice rejeitado pela categoria, que garantiu a continuidade da greve.

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Notícia de Política – A tramitação de uma pauta salarial transformou a Câmara Municipal de São Paulo em um cenário de intensa fustigação política. Durante as discussões na sessão plenária, o vereador Lucas Pavanato (PL) disparou ofensas verbais contra os professores da rede pública de ensino que se encontram em greve, chamando-os de “vagabundos”. A fala provocou a interrupção das atividades institucionais da Casa.

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Ofensa e Paralisação no Plenário

O ambiente legislativo já operava sob forte pressão devido à votação do Projeto de Lei 354/2026, de autoria do prefeito Ricardo Nunes (MDB). No momento em que utilizava a palavra, Pavanato proferiu a declaração hostil, desencadeando a indignação imediata de servidores que acompanhavam as galerias e de parlamentares de esquerda.

A vereadora Silvia Ferraro (PSOL) liderou a reação da bancada oposicionista no plenário, rebatendo duramente os ataques direcionados aos docentes. Diante de gritos de protesto cruzados e da total falta de controle dos ânimos no recinto, a mesa diretora acionou o protocolo de emergência e suspendeu temporariamente a sessão parlamentar até que a ordem mínima fosse restabelecida.

Aprovação de Reajuste Abaixo da Inflação

Apesar do clima de hostilidade generalizada, a base governista garantiu quórum e aprovou em definitivo o projeto de lei por 35 votos favoráveis contra 16 contrários. A matéria segue agora para a sanção do prefeito Ricardo Nunes. O texto prevê um reajuste de 3,51%, mas dividido em duas etapas de pagamento:

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  • 2% aplicados de forma retroativa ao mês de maio de 2026;

  • 1,48% restantes incorporados apenas no mês de maio de 2027.

Representantes das bancadas do PT e do PSOL criticaram severamente o percentual aprovado, apontando que o índice sequer recompõe as perdas geradas pela inflação acumulada e prejudica de forma permanente a estrutura de progressão da carreira do magistério.

Greve Continua e Contraste Salarial

O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) manifestou-se de forma oficial logo após o fechamento da votação. A entidade reforçou que o arrocho imposto pela prefeitura é evidente e confirmou que a paralisação dos professores continuará por tempo indeterminado em toda a capital paulista.

Nas redes sociais e entre os servidores, a agressividade verbal de Lucas Pavanato foi amplamente criticada, com usuários relembrando as disparidades do serviço público. Críticos citaram o contraste da votação atual com uma medida de 2024, quando os próprios vereadores de São Paulo aprovaram um aumento de 37% nos seus vencimentos individuais, fixando seus subsídios mensais em valores acima de R$ 26 mil.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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