Vereador Salazar é comparado ao narcotraficante Pablo Escobar, que entrou na política para se ‘blindar’
Deputado acusa vereador de integrar a “banda podre” da PM-AM e afirma que ele usou a política para se blindar.
- Foto: reprodução
Notícias de política – O deputado estadual Daniel Almeida (Avante) elevou o tom contra o vereador Sargento Salazar (PL) e o comparou ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar durante discurso na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta quinta-feira (11).
A comparação ocorreu enquanto Almeida rebatia processos movidos por Salazar contra ele. O deputado afirmou que o vereador tenta “criar cortinas de fumaça” para impedir que seu passado venha à tona. Segundo ele, Salazar respondeu a diversos processos quando estava na Polícia Militar do Amazonas, incluindo acusações de abuso de autoridade, condutas irregulares e até homicídio.
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Vídeos e relatos apresentados por Almeida alimentam acusação
Durante a fala, Daniel Almeida exibiu no telão da Aleam um vídeo do coronel da PM-AM Claudenir Barbosa, que afirma que Salazar integrava a chamada “banda podre” da corporação. O deputado também apresentou prints de mensagens atribuídas a um comandante da PM, alegando que o vereador “pegava propina de traficantes da zona Norte de Manaus” e teria sido “preso várias vezes por isso”.
Esses relatos foram usados por Almeida para sustentar a comparação com o famoso traficante colombiano.
“Como Pablo Escobar, ele entrou na política para se blindar”
O trecho mais forte do discurso veio quando o parlamentar citou diretamente Pablo Escobar, líder do Cartel de Medellín, que durante os anos 80 e 90 usou a política para tentar impedir sua extradição para os Estados Unidos.
“Sabe com quem eu comparo ele? Com Pablo Escobar. Um homem que ganhou dinheiro com o crime e entrou para a política para se blindar. É isso que vemos aqui”, declarou Almeida. “Esse meliante precisa ser preso urgentemente. Basta o Ministério Público ouvir os policiais que trabalharam com ele e ir à corregedoria.”
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Quem foi Pablo Escobar
Pablo Emilio Escobar Gaviria (1949–1993) era um criminoso colombiano que construiu um império bilionário baseado no tráfico de cocaína. No auge, seu cartel abastecia cerca de 80% da cocaína consumida nos Estados Unidos, faturando bilhões de dólares por ano.
Por que ele ficou tão conhecido
Comandava uma rede internacional de produção, transporte e venda de drogas.
Ficou famoso pela frase que guiava suas negociações: “plata o plomo” (“dinheiro ou bala”).
Ordenou assassinatos de juízes, promotores, políticos, jornalistas e policiais.
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Patrocinou atentados a bomba, sequestros e ataques terroristas na Colômbia.
Teve influência tão grande que chegou a desestabilizar o próprio Estado colombiano.
Riqueza e poder político
Escobar era listado pela Forbes como um dos homens mais ricos do planeta. Ele usava seu dinheiro para:
Comprar apoio de comunidades pobres.
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Financiar obras públicas em Medellín.
Corromper policiais, políticos e agentes públicos.
Ele foi eleito suplente de deputado em 1982, tentando usar a política como forma de blindagem judicial e para evitar sua extradição para os EUA, que ele temia mais do que a prisão na Colômbia.
Queda e morte
Escobar foi preso em 1991 em um acordo que o permitiu cumprir pena na própria Colômbia, na famosa prisão “La Catedral”, construída sob suas condições.
Depois que o governo tentou transferi-lo para uma prisão real, ele fugiu. Foi caçado por meses até ser morto em um tiroteio com a polícia colombiana, em 2 de dezembro de 1993, em Medellín.
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