Vereador Salazar troca debate político por hostilidade e transforma mandato em palco de conflitos
Vereador intensifica discurso agressivo, acumula denúncias no Ministério Público enquanto atuação legislativa é questionada
- Foto: Reprodução
Resumo
O vereador Sargento Salazar (PL-AM) volta ao centro de polêmicas após ataques verbais ao prefeito de Manaus e denúncias graves que incluem ameaças, exposição de adversários e processo criminal por homicídio.
Notícias de política – O vereador Sargento Salazar (PL-AM) tem se revelado cada ver mais uma pessoa hostil e que tenta botar medo nos adversários. O parlamentar tem acumulado episódios de tensão pública e críticas quanto à condução do mandato na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Um ano após assumir o cargo, a atuação do parlamentar é apontada por observadores como mais voltada à produção de conteúdo digital do que à apresentação de propostas concretas no Legislativo.
Grande parte das publicações do vereador nas redes sociais segue um padrão de vídeos curtos, com tom humorístico ou de ataque direto a adversários políticos, especialmente à gestão do prefeito David Almeida. Embora o formato garanta alto engajamento, especialistas avaliam que o conteúdo contribui pouco para o debate institucional ou para a resolução de problemas enfrentados pela população.
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Ataques verbais e escalada de hostilidade
Nos últimos dias, Salazar voltou a se envolver em polêmica após reagir com ofensas ao prefeito David Almeida. A reação ocorreu depois da repercussão negativa de um vídeo em que o próprio vereador ironiza uma ação da prefeitura voltada à distribuição de pescado em bairros da zona Norte de Manaus.
Em vez de apresentar esclarecimentos ou contestar o conteúdo de forma técnica, o parlamentar adotou um tom agressivo, com uso de xingamentos e termos considerados ofensivos.
“Deixa de ser leso porr*. (…) Minha missão é endoidar a cabeça de vocês igual vocês fazem com a população. Seu leso, idiota, apombalhado”, declarou.
A postura reforça a imagem de um político que recorre frequentemente ao confronto direto, utilizando linguagem agressiva como estratégia de comunicação, o que tem gerado reações negativas em diferentes setores da sociedade.
Denúncia por ameaças e exposição de jornalista
O histórico recente do vereador inclui uma denúncia encaminhada ao Ministério Público do Amazonas, em janeiro deste ano, por ameaças de morte contra o empresário Hugo Guimarães, proprietário do portal AM POST.
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Segundo a representação, classificada como de natureza criminal, o vereador teria publicado um vídeo com conteúdo ofensivo, incluindo a exposição nominal do jornalista e a atribuição de fatos desonrosos.
Leia mais: Vereador Salazar é denunciado ao MP-AM por ataque e ameaça ao dono do Portal AM POST
O material também traz menções explícitas à violência, com declarações indicando que conflitos não seriam resolvidos por meio de diálogo, mas sim por confronto armado. Em um dos trechos, Salazar afirma:
“Ah, tu quer ir para a porrada comigo? Tenta a sorte. Primeiro que eu não sei brigar, eu aprendi foi atirar. Experimenta me agredir na rua para ver se eu não vou fazer tu usar duas antenas parabólicas, uma em cada perna.”
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As falas foram interpretadas como ameaças diretas, aumentando a sensação de risco e ampliando a repercussão negativa do caso.
Processo por homicídio amplia pressão
Além das controvérsias políticas e comunicacionais, Salazar também respondeu a um processo criminal por homicídio. O caso remonta a junho de 2019, quando, ainda como policial militar que estava de folga, ele se envolveu em uma ocorrência na zona Norte de Manaus que resultou na morte de Felipe Kevin de Oliveira.
De acordo com denúncia do Ministério Público, o então policial efetuou disparos em via pública, atingindo a vítima com tiros à queima-roupa. O episódio também teria colocado outras pessoas em risco.
Em novembro de 2024, após ser eleito vereador, a Justiça do Amazonas aceitou a denúncia e tornou Salazar réu no processo. Conforme o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o militar estava de folga quando presenciou um suposto roubo em uma parada de ônibus e, armado, perseguiu e atirou contra o suspeito, que morreu em decorrência dos ferimentos.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ocorrência. O vídeo mostra o momento em que um carro atinge uma motocicleta com duas pessoas e, na sequência, indivíduos fogem do local. O então policial aparece logo depois, correndo atrás dos suspeitos.
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Em setembro do ano passado o juiz Fábio Lopes Alfaia, absolveu Salazar. Porém, o deputado estadual Daniel Almeida (Avante) anunciou que recorrerá ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pois, segundo ele, o veredito desconsidera os elementos do processo e passa a mensagem de impunidade.
Clima de tensão e questionamentos sobre conduta
A soma de episódios — ataques verbais, denúncias por ameaça e processo criminal — tem consolidado a imagem de um mandato marcado por confrontos e declarações de forte impacto, muitas vezes associadas à intimidação.
Analistas políticos avaliam que esse tipo de postura pode comprometer o ambiente democrático e o funcionamento institucional, ao substituir o debate de ideias por embates pessoais e linguagem agressiva.
Além disso, cresce a pressão para que haja maior responsabilidade no exercício do cargo público, especialmente diante do alcance das redes sociais e da influência sobre o público.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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