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Política

‘Vergonha’, diz senador Magno Malta ao chamar José Dirceu de patrão de Toffoli

Senador protestou contra anulação das condenações do petista e de Marcelo Odebrecht.

  • Por AM POST

  • 24/05/2024 às 08:10

  • Leitura em três minutos

Foto: Reprodução/Instagram

O senador Magno Malta (PL-ES) manifestou forte indignação diante da recente decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular as condenações do ex-ministro José Dirceu (PT) e do empreiteiro Marcelo Odebrecht. Em um vídeo publicado nesta quinta-feira, Malta classificou a decisão como “vergonhosa” e acusou Toffoli de favorecer seu antigo “patrão”, José Dirceu, lembrando que Toffoli foi advogado do Partido dos Trabalhadores (PT) antes de ser nomeado para o STF em 2009.

“José Dirceu está inocentado de tudo o que fez, e agora elegível. Ele pode ser até presidente da República. O Toffoli, que foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo José Dirceu, que era o patrão dele, foi quem o absolveu e agora absolve Marcelo Odebrecht, que foi lá, confessou, delatou. Está tudo gravado”, criticou Malta.

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O senador não poupou críticas a Marcelo Odebrecht, sugerindo que ele “deveria ter vergonha na cara”. Malta também afirmou que se chamasse a atitude de Toffoli de “vergonhosa”, poderia ser processado. Em um ataque contundente, o senador sugeriu que, com o dinheiro desviado por empreiteiras, seria possível resolver rapidamente o caos no Rio Grande do Sul.

“Eu quero dar uma ideia para você, Toffoli: chama a Odebrecht e manda ela toda para o Rio Grande do Sul, com os engenheiros, com as máquinas, com tudo o que eles têm. Chama a OAS, chama a Queiroz Galvão. Todo mundo não voltou à cena? São os irmãos ricos, dos bois, os JBS, bota dentro do Rio Grande do Sul que resolve em uma semana. O dinheiro que eles devem, que eles roubaram, que vocês aí disseram que não, que não aconteceu nada. E os acordos de leniência, Toffoli, que eles confessaram, ficou por isso mesmo?”, indagou Malta.

O senador também mencionou a disparidade entre as penas dos presos pelo envolvimento nos eventos de 8 de janeiro e a anulação das condenações de políticos e empresários corruptos.

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“Nós não podemos conviver com esse cinismo. Tem gente tomando 17 anos de cadeia. Zé Dirceu está perdoado. Odebrecht tá perdoado. Quem vai limpar, restabelecer a honra de quem tomou 17, 15 anos de cadeia tão somente por vandalismo? E outros nem participaram do vandalismo e estão tomando cadeia. Não tem lei neste país. Vocês destruíram tudo”, concluiu.

O vídeo de Magno Malta também fez menções críticas aos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

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Com um placar de 3 a 2, a Segunda Turma do STF decidiu anular a pena de José Dirceu, que havia sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena de oito anos, dez meses e 28 dias de prisão fora imposta pela 13ª Vara Federal de Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato. Os ministros Nunes Marques, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela prescrição da pena, enquanto o relator Edson Fachin e a ministra Cármen Lúcia votaram pela manutenção da condenação. Dias Toffoli, presidente da Segunda Turma, não votou.

No mesmo dia, Toffoli também anulou as condenações de Marcelo Odebrecht, alegando irregularidades na condução do processo por parte do ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro.

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Redação AM POST

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