Volta a circular vídeo sobre processo em que Sargento Salazar responde por homicídio
O vereador permanece réu e o processo seguirá tramitando na Justiça.
- Vídeo repercutiu nas redes sociais sobre o caso em que o vereador Sargento Salazar (PL) responde por homicídio pela morte de Felipe Kevin de Oliveira, ocorrida em 24/06/2019 em Manaus.
- O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) reformou a sentença que havia absolvido o parlamentar e determinou o prosseguimento da ação penal, para análise pelo Tribunal do Júri.
- O MP-AM recorreu alegando indícios de autoria e materialidade, além de possível excesso doloso, citando nove disparos (com dois na região da cabeça), imagens e depoimentos.
- A defesa alegou falhas no recurso (dialeticidade) e pediu a manutenção da absolvição, mas os desembargadores rejeitaram; atualmente Salazar segue respondendo ao processo, sem condenação até aqui.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução
Notícias de Manaus – Voltou a repercutir nas redes sociais um vídeo de uma reportagem do Radar Amazônico sobre o processo em que o vereador Sargento Salazar (PL) responde por homicídio pela morte de Felipe Kevin de Oliveira, de 27 anos. O caso aconteceu em 24 de junho de 2019, no bairro Colônia Terra Nova, zona Norte de Manaus, quando Salazar ainda atuava como policial militar.
A repercussão ocorre meses após uma decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que reformou a sentença que havia absolvido o parlamentar e determinou o prosseguimento da ação penal.
O que decidiu o Tribunal de Justiça do Amazonas?
Em abril deste ano, a Câmara Criminal do TJAM decidiu, por unanimidade, acolher o recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e reformar a sentença de primeira instância que havia absolvido sumariamente o vereador.
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A decisão foi relatada pelo desembargador Anselmo Chíxaro, que entendeu existirem elementos suficientes para que o caso continue sendo analisado pelo Tribunal do Júri.
Os desembargadores acompanharam integralmente o voto do relator e o parecer do Ministério Público.
Por que o Ministério Público recorreu?
Segundo o MP-AM, há indícios suficientes de autoria e materialidade, além de elementos que apontariam para um possível excesso doloso durante a ação policial.
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De acordo com o recurso:
- a vítima foi atingida por nove disparos de arma de fogo;
- dois tiros atingiram a região da cabeça;
- imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas reforçariam a tese apresentada pela acusação.
Para o Ministério Público, a quantidade de disparos e a localização dos ferimentos são elementos que indicam possível intenção de matar.
O que diz a decisão do relator?
Ao reformar a absolvição, o desembargador Anselmo Chíxaro destacou que existem elementos que justificam o prosseguimento da ação penal.
Em um dos trechos da decisão, o magistrado afirma:
“A multiplicidade de tiros em regiões vitais indica animus necandi, extrapolando o uso moderado dos meios necessários.”
Com esse entendimento, o Tribunal concluiu que o caso deve continuar tramitando para análise do mérito pelo Tribunal do Júri.
Qual foi a defesa apresentada por Sargento Salazar?
A defesa do vereador sustentou que o recurso do Ministério Público não enfrentava diretamente os fundamentos utilizados na sentença de absolvição, alegando violação ao princípio da dialeticidade.
De forma subsidiária, os advogados pediram que fosse mantida a decisão de primeira instância que havia absolvido sumariamente o parlamentar.
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Os argumentos, porém, foram rejeitados pelos desembargadores.
Quem participou do julgamento?
O julgamento foi presidido pela desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques, que não votou.
Também participaram do julgamento:
- desembargadora Ana Maria de Oliveira Diógenes;
- desembargadora Carla Maria Santos dos Reis;
- desembargador Anselmo Chíxaro, relator do recurso.
Qual é a situação do processo atualmente?
Com a reforma da sentença de primeira instância, a absolvição sumária deixou de produzir efeitos e Sargento Salazar permanece respondendo ao processo pela morte de Felipe Kevin de Oliveira.
A decisão do TJAM não representa uma condenação. Ela reconhece que existem elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal, permitindo que o caso continue sua tramitação na Justiça.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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