Voto de Jaques em PEC racha liderança do governo e surpreende ministros
Um ministro de Lula qualificou Jaques como ‘o grande algoz’ da votação.
- Foto: Brenno Carvalho
A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restringe os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado, nesta quarta-feira, trouxe surpresas e desdobramentos inesperados para o cenário político brasileiro. O líder do governo na Casa, Jaques Wagner, surpreendeu ao votar a favor da matéria, gerando um racha na liderança governista e provocando reações intensas entre ministros e parlamentares.
PUBLICIDADE
A decisão de Jaques Wagner foi descrita por um ministro de Lula como “o grande algoz” da votação. O fato de ter sido um movimento não alinhado aos interesses petistas deixou diversos membros do partido perplexos. Todos os petistas, exceto Jaques Wagner, votaram contra a proposta, que foi aprovada com 52 votos favoráveis, três a mais do que o necessário.
O senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), que vinha trabalhando intensamente para barrar a PEC nos últimos dias, viu a posição de Jaques Wagner ser crucial para a aprovação da medida. A avaliação entre os parlamentares governistas é que a postura do líder do governo conquistou até cinco votos favoráveis de senadores do PSD, incluindo Otto Alencar (BA), Mara Gabrilli (SP) e Angelo Coronel (BA).
Alguns senadores que estavam propensos a votar contra a PEC optaram por não comparecer à sessão, como o caso de Omar Aziz (AM). O partido do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que tem a maior bancada, mostrou divisões durante a votação.
Pacheco e seu aliado, Davi Alcolumbre (União-AP), que patrocinaram a PEC, buscaram apoio da oposição, mas enfrentaram obstáculos. A falta de coordenação do governo ficou evidente com a situação envolvendo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que se exonerou do cargo apenas para votar a favor da PEC, enquanto o líder do governo votava “sim”.
PUBLICIDADE
A surpreendente posição de Jaques Wagner também pegou ministros palacianos e do Supremo de surpresa. A mudança de postura é vista por alguns como um ponto de inflexão na relação do STF com o governo Lula.
Na terça-feira (21), Rodrigo Pacheco acreditava ter os votos necessários para aprovar a PEC, mas a intervenção dos ministros do Supremo, que entraram em contato com os senadores, mudou o cenário. A votação foi adiada para quarta-feira, e Pacheco, pressionado, conseguiu o apoio de Jaques Wagner.
Agora, senadores acreditam que o governo terá mais facilidade para aprovar propostas que aumentam a arrecadação, como a tributação de fundos fechados e offshores, além da taxação das apostas esportivas. O efeito colateral desse cálculo político, no entanto, pode ser um relacionamento menos amigável entre o governo e um Supremo Tribunal Federal que se mostra menos propenso a concessões. O desfecho dessa reviravolta continuará a influenciar os rumos políticos do país nos próximos dias.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






