Wilker Barreto diz que operação Sangria é um tapa na cara da Aleam

A operação teve como alvo principal o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida.


Redação AM POST

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) desta quinta-feira, 8, para repercutir a segunda fase da Operação Sangria, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU), que tem como alvo principal o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, além do cumprimento de mandatos de busca e apreensão em gabinetes de ex-secretários e pessoas ligadas ao Executivo.

Em seu discurso, o parlamentar criticou a Casa Legislativa por não fiscalizar os atos do Executivo e afirmou que o novo desdobramento da operação é uma resposta para o parlamento estadual. A segunda fase cumpriu 14 mandatos, sendo cinco de prisão e nove de busca de apreensão em Manaus. O ex-secretário da Susam, Rodrigo Tobias, a ex-secretária executiva da pasta, Dayana Mejia e outras três pessoas da cúpula do Governo tiveram a prisão temporária expedida.

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“A operação Sangria é um tapa na cara deste Poder Legislativo estadual. Quando o relatório da PGR tipificou que uma verdadeira organização criminosa se apropriava da coisa pública, esta Casa se calou e só alguns deputados pregavam no deserto. A primeira e a segunda fase da Operação Sangria desmoralizaram este Parlamento, eleito para fiscalizar os atos do Executivo”, ponderou Wilker.

Líder da oposição e um dos parlamentares que mais levou denúncias de indícios de corrupção na tribuna da Aleam, Barreto ressaltou que o Legislativo precisa ter coragem para denunciar crimes cometidos pelo Governo.

“Assim como alguns poucos colegas, eu alertei desta tribuna dizendo que o governo estava em processo avançado de infecção generalizada, onde aperta sai pus, e esta Casa fez o quê? Arquivou o processo de impeachment duas vezes e atropelou a votação da CPI. A resposta que tem que dar esta Assembleia é a mesma do Legislativo do Rio de Janeiro e Santa Catarina, que têm pacto com a sociedade e não com organizações criminosas”, pontuou o deputado, citando exemplos da Alerj e Alesc que tramitam com processos de impeachment contra os governadores dos respectivos estados.

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CPI da OS e da PPP

Wilker aproveitou para pedir aos deputados da Casa que assinem o requerimento da abertura da “CPI da OS e da PPP” para investigar contratos de gestão firmados pelo Governo para o gerenciamento do Complexo Hospitalar Zona Norte, que compreende o Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, que custam R$360 milhões por ano aos cofres públicos. A instalação da CPI precisa de, no mínimo, oito assinaturas dos deputados da Casa.

“Já temos elementos suficientes para abrirmos a CPI da OS e da PPP para investigarmos dois dos contratos mais lesivos ao erário público. Esta Casa não pode se posicionar contra atos concretos e a materialidade trazida pela CPI da Saúde, pois o povo pede que esta Casa continue cumprindo seu papel fiscalizador”, concluiu.

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* Com informações da Assessoria de Imprensa