BR-364 adotará sistema sem cancela e tarifa por quilômetro rodado; entenda
Sistema de cobrança eletrônica substituirá cabines físicas e promete fluidez no tráfego.
- Foto: Reprodução
Notícias de Rondônia – A BR-364, uma das rodovias mais importantes de Rondônia, passará a contar com um novo sistema de pedágio. O trecho de 686,7 quilômetros, que liga Vilhena a Porto Velho, foi concedido à iniciativa privada e será operado pelo consórcio 4UM Opportunity, sob o nome de Rota Agro Norte. O grupo implementará o modelo free flow, uma tecnologia que elimina as tradicionais cabines de pedágio, substituindo-as por pórticos eletrônicos que identificam os veículos automaticamente.
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O novo sistema, segundo explicou Wagner Martins, CEO da Concessionária Nova 364, em entrevista à Rede Amazônica, permitirá uma cobrança mais moderna e eficiente, sem necessidade de parar os veículos. A identificação será feita por leitura de placas ou dispositivos como o Sem Parar, com envio da cobrança por canais digitais, como WhatsApp e e-mail. O pagamento poderá ser realizado em até sete dias após a passagem.
O valor será de R$ 0,19 por quilômetro rodado, multiplicado pela quantidade de eixos do veículo e a distância percorrida. Embora o custo pareça acessível, usuários que fazem longos deslocamentos diários podem sentir um aumento significativo nas despesas.
O contrato será assinado em 18 de julho, mas as obras emergenciais já estão em andamento. Entre as intervenções iniciais estão serviços de tapa-buracos, reforço na sinalização, roçada e recuperação de trechos danificados.
Além da modernização, a concessionária promete a geração de 500 empregos diretos, instalação de internet em regiões isoladas, 14 bases de atendimento de saúde, serviço de guincho 24h, 135 km de duplicação e 200 km de terceira faixa, além de passarelas e passagens seguras para pedestres.
Apesar das promessas, o processo de concessão chamou atenção pela falta de concorrência e o desconto mínimo de 0,05% na tarifa básica, o que gerou questionamentos sobre a lisura do processo e o real benefício para a população local, incluindo caminhoneiros, comunidades ribeirinhas e moradores dos 10 municípios ao longo do trecho.
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