Estudante de medicina que matou idoso atropelado ficará em cela separada por decisão da Justiça de Rondônia
Tribunal converteu a prisão em flagrante em preventiva e determinou cela separada.
- Vítima Odair Brustolin, de 68 anos, o momento da invasão da casa e atropelamento e Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos. — Foto: Arquivo pessoal e print da tela
Resumo
- Decisão: Justiça de Rondônia converteu a prisão em flagrante da estudante em prisão preventiva.
- Determinação: Acusada ficará em cela separada e sob monitoramento permanente no presídio.
- Crime: Mulher é investigada por atropelar e matar um idoso de 68 anos dentro da própria casa.
- Histórico: Em 2025, ela já havia sido presa por um caso de tentativa de atropelamento.
Notícias de Rondônia – O Tribunal de Justiça de Rondônia converteu em prisão preventiva a detenção de Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, investigada por atropelar e matar Odair Brustolin, de 68 anos, dentro da residência da vítima, em Porto Velho.
Na decisão, o juiz Bruno Magalhães Ribeiro dos Santos entendeu que a prisão é necessária para garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal.
O magistrado também rejeitou os pedidos da defesa para substituição da prisão por prisão domiciliar ou internação.
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Quais medidas especiais foram determinadas pela Justiça?
Além da prisão preventiva, o juiz determinou que Vitória permaneça em cela separada das demais detentas.
A decisão estabelece que a unidade prisional mantenha:
- vigilância permanente sobre a presa;
- acompanhamento de sua estabilidade clínica;
- prevenção de possíveis atos de violência ou autolesão;
- fornecimento das medicações e do tratamento médico necessários.
Segundo a defesa, a estudante possui laudos psiquiátricos que apontam diagnóstico de:
- transtorno bipolar;
- TDAH;
- ansiedade;
- depressão.
Ainda conforme os advogados, ela faz uso diário de cinco medicamentos.
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Como aconteceu o crime?
Segundo as investigações, Vitória Caroline foi presa em flagrante após invadir, com um carro, a residência de Odair Brustolin.
Leia mais: Estudante de Medicina é presa após atropelar e matar idoso ao invadir casa com carro
De acordo com testemunhas, antes do atropelamento ela bateu o veículo na entrada do condomínio, chamou a atenção dos moradores e passou a gritar que iria matar as pessoas.
Em seguida, teria retornado ao apartamento, arremessado garrafas de vidro contra a casa da vítima e, pouco depois, dirigido novamente até o imóvel, avançando com o carro contra o portão da residência.
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Odair, de 68 anos, foi atingido, socorrido e levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas morreu horas depois.
O que a acusada fez após o atropelamento?
Conforme a investigação, após o atropelamento Vitória enviou áudios em um grupo de WhatsApp afirmando que havia avisado que mataria aqueles que a chamaram de “louca”.
Essas mensagens passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pelas autoridades durante a investigação.
A defesa da estudante poderá apresentar sua versão dos fatos ao longo da instrução processual.
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A estudante já possuía antecedentes?
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, Vitória Caroline já havia sido presa em 2025 por um caso em que teria tentado atropelar um grupo de pessoas.
Na ocasião, o episódio foi enquadrado como tentativa de homicídio.
Esse histórico também foi citado durante a análise judicial sobre a necessidade da prisão preventiva.
O que disse a família da vítima?
A família de Odair Brustolin informou, por meio do advogado Wilibrando Albuquerque, que recebeu com serenidade a decisão da Justiça.
Em nota, a defesa afirmou que o juiz reconheceu a necessidade da prisão preventiva e destacou que continuará buscando, por todos os meios legais, a responsabilização da acusada pela morte do idoso.
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