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Roraima

PF aponta ligação de familiares de Denarium com esquema milionário de diamantes

Investigação começou após abordagem na BR-174

Por Arquipo Goes

12/05/2026 às 07:36 - Atualizado em 13/05/2026 às 13:32

Foto do conteúdo sobre esquema de contrabando de diamantes relacionado a Antonio Denarium

FOTO: Divulgação/ Casa Civil

Resumo:

A Polícia Federal identificou um suposto esquema milionário de contrabando de diamantes, lavagem de dinheiro e financiamento de garimpo ilegal envolvendo pessoas ligadas à família do ex-governador de Roraima, Antonio Denarium. As investigações apontam movimentações suspeitas de milhões de reais, uso de empresas de fachada e conexões com o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

Notícias de Polícia – A Polícia Federal (PF) investiga um suposto esquema de contrabando de diamantes, lavagem de dinheiro e financiamento de garimpo ilegal envolvendo pessoas ligadas à família do ex-governador de Roraima, Antonio Denarium.

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As investigações tiveram início em 2020, após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-174. Durante a fiscalização, o empresário Fabrício de Souza Almeida e outro homem apresentaram informações contraditórias sobre uma viagem entre Roraima e Rondônia.

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Segundo a PF, os dois afirmaram inicialmente ter saído de uma fazenda localizada no município de Iracema, em Roraima. No entanto, os agentes identificaram registros de passagem por Manaus e Porto Velho, levantando suspeitas sobre a real origem do trajeto.

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Empresário é apontado como financiador do esquema

De acordo com as investigações, Fabrício de Souza Almeida é apontado como um dos principais articuladores da rede investigada.

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A Polícia Federal afirma que ele possui histórico em operações ligadas ao comércio ilegal de diamantes. Em 2010, Fabrício foi preso em flagrante durante a Operação Roosevelt, em Rondônia, quando diamantes e dinheiro em espécie foram apreendidos.

Além disso, a PF identificou conexões do empresário com investigados em outros casos relacionados ao contrabando de pedras preciosas, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de garimpo.

Fazenda declarada por Denarium aparece na investigação

Um dos pontos citados pela investigação envolve a Fazenda J. Bastos, declarada por Antonio Denarium à Justiça Eleitoral durante a campanha de 2018.

Segundo a PF, investigados ligados ao esquema indicaram o local como referência durante as apurações. A fazenda fica em Iracema, cidade mencionada pelos ocupantes do veículo abordado pela PRF.

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Outro trecho do inquérito menciona uma postagem antiga em rede social em que o ex-governador teria chamado um sobrinho de “the diamond king” (“rei do diamante”).

Empresa teria movimentado mais de R$ 6 milhões

A PF também apura movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a estrutura da empresa FB Serviços, registrada em nome de Fabrício.

Conforme os investigadores, a empresa não possuía funcionários registrados, veículos ou estrutura operacional compatível, mas movimentou mais de R$ 6 milhões em poucos meses.

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Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram indícios de incompatibilidade entre a movimentação financeira e a atividade econômica declarada.

As diligências ainda identificaram saques frequentes em dinheiro vivo e transferências sucessivas entre pessoas ligadas ao grupo investigado.

Réus por garimpo ilegal na Terra Yanomami

Além da investigação sobre o comércio ilegal de diamantes, Fabrício e a tia dele, Vanda Garcia de Almeida, se tornaram réus em ação da Justiça Federal relacionada ao financiamento de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o grupo teria movimentado cerca de R$ 64 milhões entre os anos de 2017 e 2021.

Os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de bens da União.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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