TSE retoma julgamento de Denarium após cinco meses de suspensão
O recurso começou a ser analisado pelo TSE em 2025, mas foi interrompido após pedidos de vista de André Mendonça e Nunes Marques.
- Foto: reprodução
Resumo
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para a próxima semana a retomada do julgamento do recurso do ex-governador de Roraima, Antonio Denarium. O caso envolve condenações por abuso de poder político e econômico e já tramita há quase dois anos.
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Notícias de Roraima – O Tribunal Superior Eleitoral incluiu na pauta o processo que analisa o recurso do ex-governador de Roraima, Antonio Denarium. O julgamento será retomado na próxima terça-feira (14), após ficar suspenso por cerca de cinco meses.
A ação trata de condenações por abuso de poder político e econômico, envolvendo o uso da máquina pública durante o período eleitoral.
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Condenações anteriores e acusações
O caso teve origem no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima, que condenou Denarium e o então vice, Edilson Damião, em quatro decisões distintas. Segundo as investigações, houve distribuição de benefícios e utilização de programas sociais com finalidade eleitoral, prática vedada pela legislação.
O recurso começou a ser analisado pelo TSE em 2025, mas foi interrompido após pedidos de vista dos ministros André Mendonça e Nunes Marques. Até o momento, a relatora Isabel Gallotti e o ministro André Mendonça já votaram pela manutenção da condenação.
Uso de programas sociais é questionado
De acordo com o processo, a gestão estadual teria realizado distribuição de cestas básicas, reformas de moradias e repasses de recursos a municípios sem critérios legais durante o ano eleitoral.
Entre os programas citados estão iniciativas sociais voltadas à população de baixa renda, que teriam sido utilizadas com finalidade política.
Mesmo com a condenação no âmbito regional, Denarium recorreu ao TSE e aguarda a decisão final da Corte eleitoral. O julgamento pode ter impacto direto no cenário político, já que o ex-governador renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.
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