Alimentos antioxidantes podem reduzir risco de obesidade, indica estudo
Pesquisadores chineses identificaram que dietas ricas em frutas, verduras, legumes e castanhas estão associadas à menor probabilidade de excesso de peso

Alimentos antioxidantes podem reduzir risco de obesidade, indica estudo – Foto: Freepik
Saúde – O consumo frequente de alimentos antioxidantes pode ser um aliado poderoso na prevenção da obesidade. Um estudo realizado por cientistas da China, publicado no periódico Frontiers in Nutrition, analisou dados de mais de 17 mil participantes do NHANES (National Health and Nutrition Examination Survey), nos Estados Unidos, e concluiu que padrões alimentares ricos em antioxidantes estão associados a menor risco de excesso de peso.
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Como os antioxidantes atuam no organismo
Os antioxidantes, como vitaminas A, C e E, além de minerais como selênio e zinco, ajudam a neutralizar radicais livres que danificam células. Essa ação contribui para reduzir inflamações e melhorar a resistência à insulina, fatores diretamente relacionados ao desenvolvimento da obesidade.
Segundo o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital Israelita Albert Einstein, não basta apenas observar o total de calorias consumidas: a qualidade do cardápio é determinante para a saúde metabólica.
Benefícios comprovados para além do peso
Além da relação com o controle do peso, estudos apontam que antioxidantes têm efeitos positivos sobre a saúde cardiovascular, imunidade e até na prevenção de alguns tipos de câncer. O biólogo Nicholas Vannuchi, pesquisador da Unifesp, destaca que essas substâncias são sintetizadas pelos vegetais para proteção contra fatores ambientais adversos, e ao serem consumidas, trazem impactos diretos à saúde humana.
Fontes naturais de antioxidantes
Entre os principais grupos de antioxidantes presentes na alimentação estão:
- Vitaminas:
- Vitamina A: encontrada em gema de ovo, batata-doce, leite e espinafre, fortalece o sistema imunológico.
- Vitamina C: presente em frutas como laranja, acerola e goiaba, além de vegetais como couve e pimentão, é essencial para a imunidade.
- Vitamina E: abacate, azeite e nozes fornecem essa vitamina com ação protetora do coração.
- Minerais:
- Selênio: a castanha-do-pará é a maior fonte, auxiliando na prevenção de câncer e doenças cardiovasculares.
- Zinco: presente em carnes, feijão, aveia e trigo, fortalece o sistema imunológico e o desenvolvimento infantil.
- Carotenoides:
- Licopeno: tomate e melancia são exemplos de alimentos ricos nesse pigmento, associado à redução do risco de câncer de próstata.
- Betacaroteno: cenoura, manga e abóbora ajudam a proteger ossos e visão.
- Fenólicos:
- Antocianinas (jabuticaba, açaí), catequinas (chá-verde, cereja) e resveratrol (uva roxa, amendoim) são compostos associados à saúde cardiovascular.
Atenção ao consumo equilibrado
Apesar dos benefícios, especialistas alertam que a suplementação de antioxidantes deve ser feita apenas sob orientação médica. O excesso de vitaminas como a E, por exemplo, pode ser tóxico. A recomendação principal é priorizar a ingestão por meio de uma alimentação variada e colorida.
De acordo com o Portal CNN, o estudo reforça que investir em um cardápio rico em frutas, legumes, verduras e castanhas vai além da contagem de calorias: é uma forma eficaz de prevenir obesidade e promover saúde em diferentes aspectos. Mais do que quantidade, a qualidade dos alimentos é o que realmente faz diferença para o corpo.
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