Avanços no tratamento da endometriose mobilizam hospitais da rede Ebserh
Com foco em tecnologia e equipes multidisciplinares, unidades federais buscam reduzir diagnósticos tardios e preservar fertilidade de pacientes.

Resumo
A rede de hospitais Ebserh intensifica o combate à endometriose, condição que afeta oito milhões de brasileiras, por meio de diagnósticos precoces e terapias inovadoras. O foco das unidades federais está em reduzir o tempo de descoberta da doença e oferecer tratamentos que preservam a fertilidade e a qualidade de vida das pacientes atendidas pelo SUS.
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Diagnóstico precoce e o desafio da dor silenciada
O Março Amarelo, campanha do Ministério da Saúde voltada à conscientização sobre a endometriose, joga luz sobre uma realidade que impacta a vida de milhões de mulheres no Brasil. Nos hospitais universitários federais geridos pela Ebserh, a prioridade tem sido a qualificação do atendimento para identificar precocemente uma doença que ainda é cercada de negligência clínica. Caracterizada pelo crescimento do tecido uterino em áreas como ovários, trompas e até intestinos, a condição afeta cerca de oito milhões de brasileiras.
Afrânio Coelho, chefe da Ginecologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), no Rio de Janeiro, alerta que a dor pélvica intensa durante o período menstrual é o principal sinal de alerta. Muitas vezes confundida com uma cólica comum, a dismenorreia progressiva — que piora com o avançar dos anos — exige investigação rigorosa. O médico explica que o diagnóstico tardio pode resultar em procedimentos invasivos e mutiladores, como a retirada de órgãos ou a necessidade de colostomia em casos graves.
Inovação científica no combate à dor crônica
Na vanguarda da pesquisa clínica, a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC-UFRN), em Natal, desenvolve estudos que buscam alternativas além da intervenção cirúrgica tradicional. Uma das frentes de investigação utiliza a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) para modular a atividade cerebral e tratar a dor. Segundo a pesquisadora Maria Thereza Micussi, o objetivo é entender como o sistema nervoso central reage à dor crônica e oferecer terapias não invasivas que complementem o bloqueio hormonal.
Além da dor pélvica, o grupo de pesquisa da MEJC-UFRN analisa a incidência de sintomas urinários em pacientes com endometriose. Relatos de urgência miccional e incontinência têm sido comuns na prática ambulatorial, o que motivou o acompanhamento sistemático dessas mulheres. O estudo integra alunos de graduação e pós-graduação, unindo assistência hospitalar e formação acadêmica dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Abordagem multidisciplinar e acolhimento integral
No Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), em Minas Gerais, a estratégia de enfrentamento foca na atuação conjunta de diversas especialidades. O Ambulatório Multiprofissional de Endometriose reúne ginecologistas, cirurgiões robóticos, proctologistas, urologistas, além de psicólogos e nutricionistas. Alessandra Muniz, chefe da Unidade de Comunicação do hospital, destaca que esse modelo integral é essencial para garantir que a paciente receba suporte em todas as dimensões da doença.
Um dos casos que ilustram o sucesso dessa abordagem multidisciplinar envolve uma paciente de 40 anos que, após o acompanhamento adequado, conseguiu engravidar naturalmente antes mesmo da intervenção cirúrgica. Histórias como esta reforçam o papel da Ebserh, vinculada ao Ministério da Educação, na gestão de 45 unidades hospitalares que equilibram a assistência gratuita de alta complexidade com o desenvolvimento de ciência e tecnologia para a saúde pública brasileira.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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