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Saúde

Brasil amplia diagnóstico de tuberculose e mira metas da OMS

Com avanço em testes moleculares e novos protocolos de tratamento, país atinge 89% de detecção e fortalece o SUS

Por michael

27/03/2026 às 03:28 - Atualizado em 28/03/2026 às 07:21

Profissional de saúde realizando teste molecular para diagnóstico de tuberculose em laboratório do sistema único de saúde
Agência Gov | via Saúde

Resumo

O Brasil alcançou a marca de 89% de detecção dos casos estimados de tuberculose em 2025, aproximando-se da meta de 90% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O avanço é resultado da expansão de testes moleculares e da implementação de tratamentos preventivos e curativos mais ágeis. O Governo Federal reforça o compromisso de eliminar a doença como problema de saúde pública por meio de ações integradas e investimentos em tecnologia farmacêutica.

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Panorama das novas estratégias de controle

  • Metas da Organização Mundial da Saúde (OMS): O Brasil demonstrou evolução robusta ao atingir 89% de detecção de casos em 2025, um índice fundamental para cumprir o compromisso internacional de erradicação da enfermidade. Esse resultado reflete a eficácia das políticas de vigilância epidemiológica e a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) frente aos desafios globais de saúde pública.
  • Inovação no diagnóstico molecular: Houve um crescimento de 76,3% na realização de testes moleculares, tecnologia que permite identificar o DNA do bacilo com maior precisão e rapidez. Essa ferramenta é crucial para o início imediato do tratamento, reduzindo a cadeia de transmissão e garantindo que o paciente receba a abordagem terapêutica correta desde o primeiro contato com a unidade de saúde.
  • Tratamento da tuberculose drogarresistente (TBDR): Atualmente, 95% dos pacientes elegíveis para o tratamento de formas resistentes da doença já utilizam esquemas terapêuticos encurtados. A adoção desses protocolos, que são mais seguros e eficazes, representa um marco na assistência farmacêutica brasileira, aumentando as chances de cura e diminuindo os efeitos colaterais severos.
  • Programa Brasil Saudável e articulação interministerial: Lançado em 2024, este programa visa a eliminação de doenças determinadas socialmente. A iniciativa reconhece que a tuberculose não é apenas um problema médico, mas social, exigindo esforços conjuntos entre diferentes ministérios para atuar sobre os determinantes da pobreza e da vulnerabilidade que favorecem a propagação do bacilo.
  • Integração com o cuidado ao HIV: A testagem para HIV em pacientes com tuberculose subiu para 88,4% em 2024, um aumento significativo em relação aos 79,1% registrados em 2014. Essa integração é vital, pois a coinfecção aumenta o risco de mortalidade, e o diagnóstico conjunto permite um manejo clínico mais assertivo e a redução de óbitos evitáveis.
  • Cobertura vacinal e prevenção infantil: A vacina BCG, essencial para prevenir formas graves como a tuberculose miliar e meníngea, atingiu 98% de cobertura nacional em 2025. Com mais de 3 milhões de doses distribuídas até o início de 2026, o imunizante permanece como o pilar fundamental da proteção na primeira infância dentro do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Recuperação da capacidade diagnóstica e avanços tecnológicos

Conforme apuração original do portal Agência Gov – Saúde, o Ministério da Saúde apresentou, nesta terça-feira (24), dados que consolidam a recuperação da rede de atendimento brasileira no combate à tuberculose. Após um período de retração causado pela pandemia de covid-19, que prejudicou o diagnóstico oportuno entre 2020 e 2022, o país retomou sua plena capacidade operacional a partir de 2023. O fortalecimento da rede permitiu não apenas identificar novos casos com agilidade, mas também aprimorar o monitoramento da tuberculose drogarresistente (TBDR).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que a estratégia atual foca na descentralização do cuidado. “O enfrentamento da tuberculose exige ação contínua e integrada. Temos trabalhado para fortalecer a rede de atenção, qualificar os profissionais de saúde e garantir que cada pessoa tenha acesso rápido ao diagnóstico e ao tratamento adequado”, afirmou o chefe da pasta. Segundo Padilha, o foco principal reside na redução de desigualdades, alcançando populações em situação de vulnerabilidade social onde a incidência da doença é historicamente mais elevada.

Expansão do tratamento preventivo e integração institucional

Um dos pilares da nova fase de combate à doença é o Tratamento Preventivo da Tuberculose (TPT). Em 2025, mais de 46 mil indivíduos iniciaram essa modalidade terapêutica, apresentando uma taxa de adesão superior a 75%. O destaque fica para o crescimento de 170% no uso de esquemas preventivos curtos, que saltaram de 14 mil em 2022 para 37,8 mil em 2025. Essa estratégia é direcionada prioritariamente a contatos de pessoas doentes e indivíduos que vivem com HIV, funcionando como uma barreira eficaz contra o adoecimento.

Essas ações estão inseridas no escopo do Programa Brasil Saudável, instituído em 2024. O programa é uma política de Estado que busca enfrentar doenças que possuem raízes na desigualdade social. Ao promover a articulação interministerial, o governo brasileiro visa tratar as causas estruturais da tuberculose. “Eliminar a tuberculose como problema de saúde pública é uma meta possível, e o Brasil está determinado a avançar com responsabilidade, evidência científica e fortalecimento do SUS”, reforçou o ministro Alexandre Padilha durante a apresentação dos dados.

Inovações farmacêuticas e investimentos no sistema público

No campo da terapêutica avançada, a incorporação da pretomanida 200 mg ao SUS representa uma revolução para pacientes com tuberculose resistente. Integrante do esquema BPaL, o medicamento permitiu reduzir o tempo de tratamento de 18 meses para apenas 6 meses. Essa mudança é drástica para a qualidade de vida do paciente e para a gestão pública, pois aumenta consideravelmente a adesão ao tratamento e reduz as taxas de abandono, que são o principal fator para o surgimento de cepas ainda mais resistentes.

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Para sustentar essa estrutura, o Governo Federal destinou, em 2025, mais de R$ 73 milhões para a compra de aproximadamente 60 milhões de unidades farmacêuticas. A logística de distribuição é coordenada pelo Ministério da Saúde e executada pelas Secretarias Estaduais de Saúde, respeitando a realidade epidemiológica de cada região. Além disso, a Atenção Primária à Saúde (APS) ganhou novos reforços: farmacêuticos e enfermeiros passaram a atuar diretamente no diagnóstico e tratamento da tuberculose latente desde 2025. Para 2026, está previsto o lançamento do Guia e do Curso de Cuidado Farmacêutico na Tuberculose, visando a educação continuada dos profissionais do SUS.

Impacto epidemiológico e a importância da continuidade terapêutica

Apesar dos progressos, a tuberculose permanece como um desafio global de magnitude severa, vitimando mais de 1 milhão de pessoas anualmente em todo o mundo. No cenário brasileiro, a doença registra cerca de 84 mil novos casos por ano, resultando em aproximadamente 6 mil óbitos. O tratamento padrão oferecido pelo SUS tem duração mínima de seis meses, podendo ser reduzido para quatro meses em casos pediátricos não graves. A gratuidade total do tratamento é uma garantia do Estado brasileiro, assegurando que o fator econômico não seja um impedimento para a cura.

A autoridade sanitária alerta que a melhora dos sintomas nas primeiras semanas de medicação não significa a eliminação do bacilo. A interrupção precoce do tratamento é um risco coletivo, pois pode induzir a resistência medicamentosa. Complementarmente ao tratamento, a vacina BCG segue como a principal ferramenta de prevenção primária. Com 98% de cobertura em 2025 e a distribuição de 3 milhões de doses até março de 2026, o Brasil mantém uma das redes de imunização mais eficientes do mundo para proteger as crianças contra as formas letais da enfermidade.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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