Como o jejum intermitente pode aumentar o risco de câncer, segundo novo estudo
Pesquisa revela que o jejum intermitente pode aumentar o risco de câncer, destacando a importância de mais estudos para equilibrar benefícios e riscos.

Foto: Freepik
O jejum intermitente tem sido amplamente promovido por seus benefícios potenciais, como perda de peso e redução do risco de demência. No entanto, uma nova pesquisa realizada em camundongos levantou preocupações sobre um possível efeito colateral: o aumento do risco de câncer. Este artigo explora os resultados dessa pesquisa e o que eles podem significar para quem adota o jejum intermitente.
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Jejum Intermitente e Aumento do Risco de Câncer
Recentemente, um estudo internacional indicou que o jejum intermitente pode ter um efeito adverso significativo, aumentando o risco de câncer. A pesquisa, conduzida em camundongos, revelou que a produção de células-tronco no intestino aumenta após períodos de jejum. Embora essa produção elevada de células-tronco seja benéfica para a regeneração, ela também pode acelerar o surgimento de tumores cancerígenos.
Mecanismo Biológico e Riscos Associados
A investigação descobriu que o aumento da atividade das células-tronco durante a fase de realimentação pós-jejum está relacionado ao aumento do risco de mutações genéticas. Essas mutações são causadas por substâncias mutagênicas, como as aminas heterocíclicas presentes em carnes queimadas. O biólogo Omer Yilmaz, do MIT, que liderou o estudo, explicou que, embora uma maior atividade das células-tronco possa ser benéfica para a regeneração, seu excesso pode ter consequências negativas.
O Papel da Via Biológica mTOR
O estudo também identificou uma via biológica crucial chamada mTOR, que regula o crescimento e o metabolismo celular. A mTOR desempenha um papel fundamental na regeneração das células-tronco intestinais. Após um período de jejum, a mTOR estimula a produção de poliaminas, pequenas moléculas que promovem a proliferação celular. Embora essas moléculas ajudem o corpo a se recuperar da restrição nutricional, elas também podem aumentar o risco de desenvolvimento de tumores.
A Realimentação e o Risco de Mutações
Shinya Imada, biólogo molecular do MIT, destacou a diferença entre os estados de jejum e realimentação. Durante o jejum, as células utilizam lipídios e ácidos graxos como fonte de energia, enquanto na fase de realimentação o corpo entra em um processo intenso de regeneração. Imada explicou que é nesta fase que o risco de mutações prejudiciais pode aumentar, resultando em um potencial aumento do risco de câncer.
Necessidade de Mais Estudos
Embora os resultados do estudo sejam preocupantes, é importante lembrar que a pesquisa foi realizada em camundongos e pode não refletir completamente os efeitos em humanos. Os pesquisadores planejam continuar investigando para identificar maneiras de promover os benefícios do jejum intermitente enquanto limitam os riscos associados. Como destacou Yilmaz, “em humanos, o estado é muito mais complexo”, indicando a necessidade de mais estudos para compreender completamente as implicações do jejum intermitente na saúde a longo prazo.
Os resultados recentes destacam a complexidade dos efeitos do jejum intermitente, revelando que, apesar de seus benefícios potenciais, pode haver riscos associados, como o aumento do risco de câncer. É crucial que futuras pesquisas aprofundem essas descobertas para ajudar a equilibrar os benefícios da regeneração celular com os possíveis riscos de crescimento tumoral. O estudo atual é um passo importante para entender melhor o impacto do jejum intermitente e como ele pode ser praticado de maneira segura.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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