Ministério da Saúde afirma que vacinação completa contra dengue até o fim do governo Lula é inviável
A expectativa é que o imunizante esteja pronto em 2025 e seja distribuído a partir de 2026, dependendo do progresso das pesquisas em curso.
Eder Gatti, diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, declarou nesta quinta-feira (25) que a vacinação de toda a população brasileira contra a dengue até o término do governo de Luiz Inácio Lula da Silva é algo inviável devido à capacidade de produção de vacinas pelas fabricantes.
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“Por enquanto, a vacinação de todos nesta gestão é algo inviável para a capacidade produtiva dos laboratórios que contamos hoje. Reforço que não é por falta de interesse do Ministério da Saúde. É uma limitação de entrega”, afirmou Gatti durante entrevista no Ministério da Saúde, em Brasília.
A farmacêutica Takeda Pharma disponibilizou 6,5 milhões de doses da vacina Qdenga para o SUS (Sistema Único de Saúde), o que possibilitará a imunização de pouco mais de 3 milhões de pessoas contra a dengue, considerando que são necessárias duas doses para a imunização completa. Esse número representa cerca de 1,4% da população brasileira.
Enquanto isso, o Ministério da Saúde aguarda os estudos desenvolvidos pelo Instituto Butantã para uma vacina alternativa contra a dengue. A expectativa é que o imunizante esteja pronto em 2025 e seja distribuído a partir de 2026, dependendo do progresso das pesquisas em curso.
Nesta quinta-feira (25), o governo federal divulgou os critérios de priorização para a vacinação dos primeiros brasileiros em 2024. Um total de 521 municípios receberá as doses da vacina Qdenga, com foco em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O Brasil será o primeiro país a disponibilizar o imunizante na rede pública de saúde, antes disponível apenas na rede privada. A campanha de vacinação está prevista para começar em fevereiro deste ano.
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