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Saúde

Mpox: compreenda os desafios na avaliação dos riscos da doença

Entenda a diferença na mortalidade entre variantes do vírus e os riscos potenciais de uma nova pandemia.

Por michael

22/08/2024 às 08:55

mpox

Foto: Gerada por IA

Em 14 de agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o cenário de mpox no continente africano é uma emergência em saúde pública de importância internacional. Esta declaração eleva o nível de alerta da doença, sugerindo um risco potencial de disseminação global e de uma possível nova pandemia. Mas qual é realmente o nível de perigo da mpox, e será que todas as variantes do vírus são igualmente mortais?

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O Surgimento da Mpox e a Ameaça Internacional

A mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, foi identificada em humanos pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo (RDC). Durante décadas, a doença permaneceu confinada a 10 países africanos, com uma taxa de mortalidade estimada entre 1% e 10%. No entanto, essa incerteza cresceu consideravelmente em 2022, quando o vírus começou a se espalhar para além das fronteiras africanas. Nos novos países afetados, principalmente no Ocidente, a taxa de mortalidade foi muito menor, cerca de 0,2%.

Essa disparidade pode ser atribuída a diferentes fatores, como o contexto de saúde das regiões afetadas. Enquanto a África enfrenta limitações nos cuidados médicos e problemas crônicos de desnutrição, os países ocidentais dispõem de infraestrutura de saúde mais avançada, o que pode reduzir a mortalidade da doença.

Diferenças na Mortalidade e nos Cuidados Médicos

A mortalidade da mpox varia amplamente, dependendo da qualidade do sistema de saúde da região afetada. Antoine Gessain, virologista especializado na doença, ressalta que “o perigo para os seres humanos depende em grande parte da qualidade dos cuidados de saúde na região onde vivem”. Isso explica por que a taxa de mortalidade registrada na RDC é de 3,6%, enquanto nos países ocidentais a mortalidade se mantém baixa.

As condições precárias de vida em áreas afetadas, como a desnutrição infantil na RDC, também influenciam na vulnerabilidade da população. As crianças desnutridas representam a maioria dos óbitos no país. Já nos países ocidentais, as mortes registradas entre 2022 e 2023 foram, em grande parte, de adultos imunocomprometidos, especialmente pessoas vivendo com HIV.

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Transmissão e Grupos de Risco

A epidemia de mpox entre 2022 e 2023 foi amplamente transmitida por meio de relações sexuais, especialmente entre homens homossexuais ou bissexuais. Esse perfil de transmissão contribuiu para a baixa mortalidade nos países ocidentais, onde a detecção precoce e o tratamento são mais acessíveis. Contudo, o modo de transmissão da mpox pode variar significativamente dependendo da região e do clado viral responsável pelo surto.

Os Diferentes Clados do Vírus Mpox

A mpox é causada por diferentes grupos virais, conhecidos como clados. A epidemia de 2022-2023 foi causada pelo clado 2, predominante na África Ocidental. Já na RDC, o surto mortal em andamento é provocado pelo subtipo 1, concentrado na África Central. Recentemente, uma nova variante do clado 1, denominada 1b, surgiu, afetando principalmente adultos.

Essa diversidade viral aumenta a complexidade no estudo da doença. Embora o clado 1 esteja historicamente associado a uma mortalidade mais elevada, ainda não há consenso científico sobre a periculosidade da nova subvariante 1b. Virologistas, como Marion Koopmans, pedem cautela ao interpretar as informações sobre o clado 1b, destacando que ainda há poucas evidências para classificar essa nova variante como mais perigosa.

O aumento global dos casos de mpox e a declaração da OMS indicam a seriedade da ameaça representada pela doença. No entanto, é essencial evitar alarmismo desnecessário. Embora algumas variantes do vírus tenham demonstrado maior mortalidade, especialmente em contextos de saúde vulneráveis, a disseminação do vírus em países com infraestrutura médica robusta tem mostrado resultados muito mais favoráveis.

À medida que novas cepas e subvariantes continuam a surgir, o monitoramento contínuo e a pesquisa científica são fundamentais para compreender melhor os riscos e controlar a disseminação da doença. A cooperação global será necessária para garantir que todos os países estejam preparados para responder eficazmente a esta e outras possíveis emergências de saúde pública.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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