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Saúde

Polilaminina avança em pesquisas e entra em nova fase de testes clínicos

Substância desenvolvida por cientistas brasileiros é estudada como possível tratamento para lesões na medula espinhal.

Por Arquipo Goes

09/03/2026 às 08:11 - Atualizado em 18/03/2026 às 08:09

Pesquisas científicas sobre polilaminina e regeneração de nervos na medula espinhal humana.

FOTO: Reprodução

Resumo:

Pesquisadores brasileiros avançam nos estudos da polilaminina, substância que pode ajudar no tratamento de lesões na medula espinhal. A fase inicial de testes clínicos em humanos deve começar ainda este mês.

 

Notícias de Saúde – A polilaminina, substância estudada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com a farmacêutica Cristália, voltou a ganhar destaque por seu potencial no tratamento de lesões na medula espinhal.

Apesar da expectativa gerada pelos resultados preliminares, especialistas ressaltam que ainda são necessários novos testes clínicos para comprovar a segurança e a eficácia do tratamento em humanos.

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A primeira etapa dos ensaios clínicos deve começar ainda neste mês.

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Descoberta surgiu durante estudo de proteínas

A polilaminina foi descoberta pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho enquanto ela estudava a laminina, uma proteína presente em várias estruturas do corpo humano.

Durante experimentos em laboratório, a pesquisadora observou que, ao invés de se separar, as moléculas de laminina se uniam e formavam uma espécie de rede — estrutura que recebeu o nome de polilaminina.

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Essa rede pode atuar como uma base para o crescimento de axônios, estruturas dos neurônios responsáveis pela transmissão de sinais entre o cérebro e o restante do corpo.

Possível tratamento para lesões na medula

Em casos de lesão medular, os axônios são rompidos, interrompendo a comunicação entre o cérebro e os músculos. Isso pode resultar em paralisia.

A proposta da pesquisa é verificar se a polilaminina pode estimular a regeneração dessas conexões, permitindo que os sinais nervosos voltem a circular pelo corpo.

Caso essa função seja confirmada, a substância poderá representar uma alternativa para pacientes que hoje têm poucas opções de tratamento além da cirurgia e da reabilitação.

Resultados preliminares mostraram melhora em pacientes

Entre 2016 e 2021, os pesquisadores realizaram um estudo piloto com oito pacientes que sofreram lesões graves na medula espinhal.

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Parte dos voluntários recebeu a substância associada a uma cirurgia de descompressão da coluna, procedimento comum em casos desse tipo de trauma.

Dos pacientes que sobreviveram e participaram do acompanhamento médico, alguns apresentaram recuperação parcial de movimentos ou sensibilidade, embora os resultados ainda não sejam suficientes para comprovar cientificamente a eficácia do método.

Nova etapa de testes será iniciada

A próxima fase da pesquisa consiste na fase 1 dos ensaios clínicos, etapa que avalia principalmente a segurança do tratamento em humanos.

Nessa fase inicial, a substância será aplicada em cinco voluntários com lesões medulares recentes, que atendam a critérios específicos definidos pelos pesquisadores.

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O procedimento deve ser realizado no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

Estudos clínicos ocorrem em três fases

O desenvolvimento de novos medicamentos geralmente passa por três etapas principais de testes clínicos:

  • Fase 1: avalia a segurança e a tolerância do tratamento no organismo humano;

  • Fase 2: amplia o número de participantes para analisar melhor a eficácia e a dosagem adequada;

  • Fase 3: envolve um número maior de pacientes e compara o novo tratamento com terapias já existentes.

Somente após a conclusão dessas etapas é possível confirmar se um medicamento pode ser aprovado para uso em larga escala.

Pesquisa ainda precisa de confirmação científica

Especialistas destacam que, apesar dos resultados promissores, a polilaminina ainda precisa passar por todas as etapas de validação científica e regulatória antes de ser considerada um tratamento definitivo.

Os testes serão acompanhados por comitês de ética e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsáveis por garantir que os estudos sigam as normas de segurança para os participantes.

Se os resultados forem positivos, a tecnologia poderá representar um avanço importante da ciência brasileira no tratamento de lesões medulares.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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