Projeto vai mapear situação do atendimento ao câncer infantojuvenil
Resultados poderão subsidiar novas políticas públicas
- Foto: Reprodução
O câncer se destaca como a segunda causa de morte entre pessoas de 1 a 19 anos no Brasil, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Diante desse cenário desafiador, a Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (Coniacc) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope) lançam um projeto inovador para mapear o atendimento do câncer infantojuvenil em todo o país.
PUBLICIDADE
Denominado “Mapeamento Nacional das Instituições de Assistência às Crianças e aos Adolescentes com Câncer,” o projeto conta com o apoio do Ministério da Saúde e de entidades como o Childhood Cancer International (CCI), a Sociedade Latinoamericana de Oncologia Pediátrica (SLAOP) e a Keira Grace Foundation, que oferece suporte financeiro. A iniciativa visa fornecer subsídios para o desenvolvimento de novas políticas públicas e teve uma fase piloto realizada em agosto deste ano, com previsão de retorno das equipes a campo em abril de 2024.
A médica oncologista pediátrica e coordenadora do ‘Molecular Tumor Board’, Carolina Camargo Vince, explicou que o projeto buscará mapear todas as instituições que tratam câncer em crianças e adolescentes no Brasil, incluindo aquelas habilitadas e não habilitadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“O primeiro foco vai ser olhar para todas as instituições, habilitadas e não habilitadas, até para entender por que ela não é habilitada, mas trata o câncer infantil,” ressaltou Carolina Vince, destacando a importância de compreender as diferentes realidades, especialmente em regiões carentes de serviços nas regiões Norte e Nordeste.
O câncer infantil representa cerca de 2% de todos os casos da doença no Brasil. Atualmente, existem 76 centros de tratamento habilitados pelo SUS e mais 14 não habilitados, além de 48 instituições de apoio associadas à Coniacc e 62 não vinculadas. Essas instituições receberão um questionário do projeto, e as equipes realizarão visitas para identificar pontos de fragilidade e necessidade de melhorias.
PUBLICIDADE
Carolina Vince enfatiza que o mapeamento buscará um alto grau de detalhamento, levantando dados sensíveis e identificando necessidades específicas. O projeto é pioneiro ao planejar visitas de forma aprofundada, uma abordagem inédita em nível global. “A ideia é identificar as necessidades e poder atuar de forma efetiva do lado do governo, em uma ação tripartite,” destaca.
A expectativa é que os resultados do mapeamento sejam divulgados no segundo semestre do próximo ano. Com esse esforço, as entidades envolvidas buscam contribuir para a melhoria das condições de tratamento do câncer infantil no Brasil e diminuir as discrepâncias existentes, especialmente entre países de alta e baixa renda.
Apesar dos desafios, a taxa de cura do câncer infantil é significativamente alta, alcançando cerca de 85%, podendo ultrapassar 90% em alguns casos. A detecção precoce, contudo, é fundamental, sendo um dos principais desafios devido à natureza rara dessas doenças em crianças. O projeto também busca compreender como as entidades Coniacc e Sobope podem contribuir para fortalecer o tratamento e apoio às crianças e adolescentes afetados pelo câncer no Brasil.

Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






