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Saúde

Saiba o que é Ketamina, anestésico usado como droga ilícita

Substância tem sido utilizada ilegalmente para causar alucinações, mas há risco de o usuário ter parada cardíaca e AVC.

Por Natan AMPOST

30/05/2024 às 11:06 - Atualizado em 30/05/2024 às 11:11

A ketamina, também conhecida como cetamina ou quetamina, é uma substância química de grande relevância na medicina, utilizada tanto em humanos quanto em animais para induzir e manter anestesia. Sua capacidade de criar um estado de transe, aliviando a dor e proporcionando sedação, tornou-a uma ferramenta indispensável em procedimentos médicos. No entanto, desde a década de 1980, a ketamina também ganhou notoriedade como uma droga ilícita, despertando preocupação entre especialistas e autoridades de saúde.

O laudo da autópsia da morte do ator Matthew Perry, astro da série “Friends” aponta a causa por consequência dos “efeitos agudos da cetamina” e subsequente afogamento. Foi relatado que Perry era uma das pessoas que fazia uso médico da substância, para tratar depressão e ansiedade. No entanto, o último tratamento que ele havia feito teria ocorrido uma semana e meia antes da morte, aponta a autópsia, muito além do tempo em que a substância ainda ficaria no corpo.

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Efeitos alucinógenos

O fármaco é classificado como um anestésico dissociativo, o que significa que ele pode causar efeitos alucinógenos, além de sensações de bem-estar e sedação. Quando usada de forma recreativa em doses menores, a ketamina pode induzir euforia e episódios de sinestesia – uma condição em que os sentidos se misturam, permitindo que as pessoas “vejam” sons e “ouçam” cores. Esses efeitos atraem usuários em busca de novas experiências sensoriais, mas também carregam riscos significativos.

A cetamina também é vendida ilegalmente e usada como uma droga recreativa por conta de seus efeitos alucinógenos. Entre os efeitos colaterais do uso recreativo estão a perda de memória, tontura, perda de coordenação motora, e uma sensação de flutuar fora do corpo. Em casos mais extremos, o abuso da substância pode levar à perda de consciência e até ao risco de morte com possibilidade do usuário ter parada cardíaca e AVC.

Ela parece um pó granulado branco e reduz as sensações no corpo, colocando o consumidor em risco de sofrer lesões.

A disseminação do uso recreativo da ketamina e seus potenciais efeitos adversos levaram à implementação de medidas rigorosas de controle sobre a substância. Hoje, seu uso é supercontrolado, especialmente para prevenir a utilização fora do ambiente hospitalar, onde o monitoramento e a intervenção médica imediata são possíveis. Especialistas enfatizam a importância do uso controlado da ketamina em ambientes apropriados.

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Droga ilícita

O anestésico virou uma droga cara e valorizada para o uso em festas da alta sociedade. Ela passou a ser consumida indiscriminadamente sem que os perigos para a saúde sejam levados em consideração. Cada 10 ml é vendido para consumo por cerca de R$ 120. O líquido normalmente é transformado em pó, mas são diversos os modos que usuários buscam para sentir os efeitos.

O aumento no uso e nas apreensões de ketamina tem sido gradual e atingiu o pico em 2022, com 102 testes positivos para a droga, só entre casos oficialmente registrados.

No Brasil, a utilização da substância como droga ilícita popular para uso recreativo e aplicação de golpes do tipo “boa noite, Cinderela” tem crescido. Esses golpes levam as vítimas a ter alucinações e perda de memória, facilitando crimes como roubo e agressão.

A psiquiatra Nina Ferreira, referência em neurociência, neuropsicologia e terapia cognitivo-comportamental, destaca os riscos associados ao uso recreativo da ketamina. “Esse anestésico tem sido utilizado para produzir drogas sintéticas que causam alucinações, pois ele tem esses possíveis efeitos colaterais de desconexão da realidade, despersonalização e alucinações. Muitas vezes as pessoas usam essa substância que deveria ser usada só como medicação como droga recreativa para tentar modificar a ação do cérebro humano. Como medicação, o uso é seguro, mas se for usada misturada com outras substâncias, ou em excesso, é prejudicial”, afirma a especialista.

A popularidade crescente da ketamina como droga recreativa preocupa as autoridades de saúde e segurança pública, que buscam estratégias para conter seu uso ilícito.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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