Surto de E. coli relacionado a sanduíche do McDonald’s deixa 1 pessoa morta e dezenas doentes nos EUA
O recente surto de E. coli nos Estados Unidos, vinculado ao famoso sanduíche Quarterão, do McDonald’s, trouxe à tona questões sérias sobre a segurança alimentar

Logo do McDonald’s no Queens, em Nova York
17/3/2020 REUTERS/Andrew Kelly/Arquivo
Surto de E. coli em sanduíche do McDonald’s
O recente surto de E. coli nos Estados Unidos, vinculado ao famoso sanduíche Quarterão, do McDonald’s, trouxe à tona questões sérias sobre a segurança alimentar em redes de fast food. Conforme relatado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), uma pessoa faleceu e outras 49 ficaram doentes em 10 estados norte-americanos. Desse total, 10 precisaram de hospitalização, demonstrando a gravidade do quadro. O McDonald’s, em resposta, suspendeu temporariamente a venda do Quarteirão em algumas regiões, enquanto as investigações continuam.
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O que é E. coli e como ela afeta a saúde?
A bactéria E. coli O157, associada ao surto, é uma cepa altamente perigosa que pode causar sintomas graves, como diarreia com sangue, cólicas abdominais severas e, em casos mais críticos, pode levar à insuficiência renal. Essa mesma cepa já esteve envolvida em outros surtos alarmantes, como o que ocorreu em 1993, envolvendo a rede Jack in the Box, resultando na morte de quatro crianças.
Esse tipo de infecção geralmente acontece através da ingestão de alimentos contaminados, como carne malpassada ou vegetais crus. No caso do McDonald’s, as investigações do CDC apontam que os ingredientes possivelmente contaminados incluem cebolas frescas fatiadas e os hambúrgueres de carne bovina usados no Quarteirão.
Acompanhe nosso artigo: Saiba o que é E. coli
Impactos no McDonald’s e no mercado de carne bovina
A notícia do surto teve impactos diretos nas ações da rede McDonald’s, que caíram cerca de 6% no pós-mercado dos EUA. Além disso, há uma preocupação no setor agrícola, já que o surto pode afetar a demanda por carne bovina no país. Segundo um trader de gado, o surto pode pressionar o mercado de futuros de gado, criando um efeito cascata na economia.
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A maior rede de fast food do mundo já está tomando medidas para minimizar os danos, como a retirada das cebolas fatiadas e dos hambúrgueres de carne das lojas nos estados afetados. A empresa também está trabalhando para repor os produtos de forma segura e garantir que novos estoques cheguem às lojas na próxima semana.
O risco de infecções alimentares e o histórico de surtos
Não é a primeira vez que grandes redes de alimentos enfrentam crises desse tipo. Em 2015, a rede Chipotle também passou por uma situação similar com surtos de E. coli, o que resultou em uma queda drástica nas vendas e prejudicou sua reputação. Diferente do caso atual, a cepa envolvida naquela ocasião era menos perigosa do que a E. coli O157, mas os danos à imagem da empresa foram enormes.
Isso levanta uma questão importante: o que podemos fazer para garantir a segurança alimentar em redes de fast food tão grandes? Como consumidores, muitas vezes confiamos que esses estabelecimentos seguem padrões rígidos de higiene e controle de qualidade, mas surtos como esse mostram que há falhas no sistema.
O que você pode fazer para se proteger?
Se você mora em uma das regiões afetadas pelo surto ou costuma frequentar o McDonald’s, é importante estar ciente dos sintomas da infecção por E. coli. Entre os principais sinais estão cólicas abdominais, diarreia e vômito, que podem aparecer de 3 a 4 dias após o consumo de alimentos contaminados. Caso apresente esses sintomas após consumir alimentos em restaurantes, procure assistência médica imediata.
Além disso, como precaução geral, certifique-se de que a carne que você consome esteja bem cozida, pois o calor é capaz de matar as bactérias presentes. Evitar o consumo de vegetais crus que não foram higienizados adequadamente também é uma boa prática.
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