Governo de Eduardo Braga foi marcado por descaso na saúde; confira
O candidato que agora se mostra como solução para o Amazonas esquece que quando administrou o estado a área da saúde tinha vários problemas.
- Foto: Divulgação / Ilustração: Lívia Thársis
Redação AM POST
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O candidato ao governo do Amazonas, senador Eduardo Braga (MDB), durante campanha eleitoral usa discurso de combate a todos os problemas da saúde do estado e tenta desqualificar a atual gestão do atual governador Wilson Lima (União Brasil), seu adversário político no segundo turno do pleito. Porém, esquece que quando administrou o Amazonas a área da saúde tinha vários problemas.
Eduardo Braga foi governador do Amazonas por dois mandatos (de janeiro de 2003 a março de 2010) e assumiu a cadeira de senador da república em 2011. Ele está no segundo mandato atualmente e tenta voltar ao comando do executivo estadual no segundo turno das eleições 2022.
Em setembro de 2007, quando Eduardo Braga ainda era governador do Estado o Ministério Público reprovou a gestão do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona leste de Manaus, por apresentar falhas graves durante inspeção.
Em um outro caso, por conta de uma greve de médicos, pacientes do Hospital Adriano Jorge tiveram as cirurgias adiadas por vários meses, além de as máquinas de hemodiálise do Estado serem poucas para os usuários da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).
Também em uma matéria antiga do jornal A Crítica foi denunciado em setembro de 2006 o descaso do governo Braga após flagrante de uma gestante que pariu no chão do corredor da maternidade Ana Braga, zona Leste de Manaus, por falta de leitos. Tanto a mulher quanto seu filho ficaram sujeitos a contrair infecções hospitalares que podem levar a morte.
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“Indignação com falta de condições mínimas para atender as mães e seus bebês, servidores da maternidade Ana Braga fotografaram a superlotação do centro cirúrgico para desmascarar a farsa contada pelo Governo de que a unidade hospitalar é padrão de excelência. Com medo de sofrer retaliações, pediram segredo da fonte, o que mostra o clima de terror vivido por esses servidores”, diz trecho da reportagem.
Segundo site da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), em seu primeiro ano como governador (2003), a pasta foi administrada com R$ 740.732.134,68; no segundo ano (2004), R$ 884.731.376; no terceiro ano (2005), R$ 1.016.537.229; no quarto ano (2006), R$ 1.098.139.504; no quinto ano (2007), R$ 1.225.904.747, no sexto ano (2008), R$ 1.206.872.025; no sétimo ano (2009), R$ 1.591.672.061 e no oitavo ano de mandato (2010), R$ 1.705.030.986,81. Porém, não equipou o interior do Estado com leitos de UTI.
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