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TBT: Dono de transportadora que fatura milhões dos cofres públicos do AM já foi arrolado em operação da PF

Em 2017 ele foi conduzido coercitivamente até a sede da Polícia Federal durante deflagração da Operação Custo Político.

Redação AM POST

O empresário, Francisco Sampaio Neves, conhecido como “Chaguinha”, dono da transportadora Kinglog Transportes, que tem contrato milionário com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), já foi um dos arrolados na Operação Custo Político, deflagrada em 2017 na segunda fase da Operação Maus Caminhos, que investigou desvio de cerca de R$ 110 milhões de verbas da Secretaria Estadual de Saúde (Susam).

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Além dessa empresa, Chaguinha também é dono da Alianca Servicos de Edificacoes e Transporte Ltda, que possui um capital social de R$ 6 Milhões, e a Distral Servicos de Edificacoes e Transportes Ltda, que possui um capital social de R$ 600 Mil, conforme informações do site da Receita Federal.

Em dezembro de 2017, o dono das transportadoras que ganham verdadeiras fortunas em contratos com os executivos municipal e estadual foi conduzido coercitivamente até a sede da Polícia Federal devido alguns indícios de corrupção contra ele.

De acordo com reportagem do Portal A Crítica, o empresário prestou esclarecimentos sobre o possível envolvimento de suas empresas no esquema investigado pela Operação Custo Político, porém, a investigação até aquele momento não havia reunido elementos suficientes para o indiciamento formal dele, que prestou esclarecimentos e foi liberado.

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Ainda segundo a reportagem, outro relatório da PF, referente a eleição de 2014, o empresário é apontado como um dos operadores do esquema de corrupção eleitoral patrocinado pelo governador cassado. À época o dono da Aliança, empresa que mantinha contratos milionários de logística com a Seduc, atuava nos bastidores como tesoureiro da campanha do ex-governador, José Melo.

De acordo com relatório da PF, Chaguinha aparece em imagens de câmeras de segurança de agências bancárias escoltado por viaturas da PM enchendo bolsas com dinheiro que, conforme a polícia, serviria para “alimentar os agentes envolvidos no crime de corrupção”.

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Consta no documento que ele usou sua empresa para financiar a compra de votos.

Ainda segundo relatório da PF, a Aliança Serviços de Edificações e Transportes Ltda. – que doou R$ 600 mil, via comitê estadual, para a campanha eleitoral de reeleição do ex-governador – multiplicou por dez o faturamento anual na Seduc. Desde 2010 até 2014, a empresa teria recebido mais R$ 180 milhões.

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