Alexandre de Moraes deve bloquear R$ 17,2 milhões recebidos por Bolsonaro via Pix
A origem da investigação está em um detalhado relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
- Foto: reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro se encontra no centro de uma nova controvérsia, com informações sugerindo que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está prestes a ordenar o bloqueio de R$ 17,2 milhões que teriam sido depositados em sua conta bancária por meio da plataforma Pix. O período abrangido pelas transações vai de janeiro a julho deste ano.
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Conforme reportado pela revista “Istoé”, a Polícia Federal (PF) já preparou um pedido formal para o bloqueio dos valores, que está aguardando encaminhamento ao ministro Moraes. É amplamente esperado que ele dê sua aprovação, o que resultaria na congelamento dos fundos em questão. As suspeitas subjacentes a essa ação se baseiam na possibilidade de que Bolsonaro esteja envolvido em atividades de ocultação de dinheiro proveniente de lavagem de dinheiro, usando depósitos via Pix em quantias menores.
A origem da investigação está em um detalhado relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Este relatório identificou uma série de transações financeiras suspeitas, todas realizadas por meio de depósitos via Pix, que somam o notável montante de R$ 17,2 milhões. A alegação é que esses depósitos poderiam estar relacionados a uma campanha de arrecadação de fundos promovida por Bolsonaro, possivelmente para pagar multas que ele teria acumulado devido ao alegado desrespeito das diretrizes sanitárias durante os estágios iniciais da pandemia de coronavírus.
Entretanto, o cenário se torna ainda mais intrigante quando se descobre que o Coaf também revelou que Bolsonaro direcionou parte desses recursos para investimentos financeiros. A surpresa adicional é que ele não teria utilizado esses fundos para pagar as multas que, em teoria, teriam sido a razão por trás da campanha de arrecadação original.
Nos bastidores da investigação, a Polícia Federal está determinada a rastrear cada uma das transações suspeitas. O objetivo é identificar os números de CPF associados a cada depósito, em uma tentativa de compreender se essas transações podem ser parte de um esquema complexo de lavagem de dinheiro. Esse crime pode levar a severas punições, incluindo uma sentença de prisão que pode se estender por até 12 anos.
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A aguardada decisão do ministro Moraes do STF e os desdobramentos subsequentes desta investigação prometem lançar luz sobre possíveis práticas ilícitas envolvendo fundos significativos e poderiam ter implicações de grande alcance no cenário político nacional.
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Redação AM POST
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